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23 de junho de 2026
Por Pedro Lima
São Paulo, 23/06/2026 – A atividade econômica da zona do euro continuou fraca em junho, enquanto as pressões inflacionárias perderam força, combinação que reforça um cenário mais favorável a uma postura branda do Banco Central Europeu (BCE), segundo avaliação do ING.
O índice composto de gerentes de compras (PMI) da região subiu de 48,5 em maio para 49,5 em junho. Apesar da melhora, o indicador permaneceu abaixo da marca de 50 pontos, que separa expansão de contração da atividade. Para o ING, o resultado ainda aponta para uma leve retração econômica e sugere que o segundo trimestre foi marcado por crescimento fraco no bloco.
“O aumento para 49,5 ainda indicaria atividade ligeiramente em queda”, destacou o banco. Após os PMIs já sinalizarem contração da atividade empresarial em abril e maio, o dado de junho “completa um trimestre fraco para o crescimento econômico da zona do euro”, acrescentou.
Por outro lado, a pesquisa mostrou desaceleração das pressões de custos e preços. Segundo o ING, tanto o setor manufatureiro quanto o de serviços registraram avanço mais moderado dos custos de insumos e repassaram aumentos de preços em ritmo menor do que em maio.
O banco observa que a moderação dos preços de energia já era visível antes mesmo do acordo entre Estados Unidos e Irã e avalia que a recente queda adicional das cotações pode prolongar essa tendência nos próximos meses, desde que o entendimento seja mantido.
Na avaliação do ING, o quadro descrito pelo PMI é positivo para o BCE. “Essa é uma notícia dovish para o BCE”, afirmou. Se o ambiente apontado pela pesquisa persistir nas próximas semanas, o banco central terá menos motivos para promover um aperto monetário mais agressivo, já que o cenário inflacionário não seria suficientemente forte para exigir um endurecimento significativo da política monetária.
Contato: pedro.lima@estadao.com
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