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XP retoma cobertura de Cosan com recomendação de compra, mas reduz preço-alvo para R$ 4,90

23 de junho de 2026

Por Luísa Laval

São Paulo, 23/06/2026 – A XP retomou a cobertura de Cosan com recomendação de compra, mas reduziu o preço-alvo de R$ 9 para R$ 4,90 por ação. O novo preço-alvo implica potencial de alta de cerca de 34% sobre os níveis atuais e é sustentado, segundo a corretora, principalmente pelo upside embutido em Rumo e Compass.

Em relatório, o analista Regis Cardoso afirma que as duas empresas listadas respondem pela maior parte do valor da tese e que, em menor medida, há catalisadores para destravar valor no nível da holding. Entre eles, a corretora cita otimização adicional da estrutura de capital, sobretudo via desinvestimentos, e a possibilidade de redução do custo de capital no Brasil, o que poderia sustentar valuations maiores nas subsidiárias e ajudar a reduzir o desconto da holding, estimado em cerca de 17%.

O relatório diz que o ambiente de juros altos impulsionou um processo de otimização da estrutura de capital e de simplificação do portfólio, que culminou em uma injeção de capital de aproximadamente R$ 10,5 bilhões. A XP afirma que a tese passa, em grande parte, pela capacidade de reduzir o overhead da holding e destravar valor dos ativos por meio de desinvestimentos e da valorização de mercado das investidas listadas.

Na avaliação da XP, o investidor que compra Cosan hoje está, majoritariamente, se expondo a Compass e Rumo. O relatório diz que cada alta de 10% nas ações de Compass e Rumo teria impacto de 8% e 6% sobre a ação da holding, respectivamente. Além dessas participações, a XP menciona opcionalidades como potencial venda de ativos na Moove e Radar, redução de despesas corporativas e eventual eliminação do desconto de holding.

Entre os principais riscos, a XP cita juros persistentes, condições desfavoráveis para desinvestimentos, riscos específicos em Compass – como revisões tarifárias adversas na Comgás – e em Rumo – como maior competição pressionando tarifas. O relatório também menciona riscos operacionais, como pressão em tarifas na Rumo e continuidade de impactos na rentabilidade por conta do incêndio na planta da Moove.

Contato: luisa.laval@estadao.com

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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