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2 de junho de 2026
Representantes do governo brasileiro descartaram, nesta terça-feira, 2, a possibilidade de negociar termos em relação ao Pix com os Estados Unidos. O governo norte-americano propôs novas tarifas contra o Brasil, citando, entre outras razões, um suposto tratamento preferencial ao sistema de pagamentos, que prejudicaria empresas dos EUA.
“Não tem a menor lógica o Pix entrar nisso, porque ele não prejudica ninguém e é extremamente benéfico à população brasileira”, disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, após uma reunião com ministros para tratar sobre o tema no Palácio do Planalto, em Brasília.
Nesta terça-feira, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. A recomendação se deu após uma investigação com base na Seção 301 da Lei Comercial dos Estados Unidos apontar supostas práticas desleais do Brasil.
Também presente na entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou as alegações do USTR sobre o Pix e defendeu o sistema de pagamentos. “Mais do que estar fora de debate – e é evidente que está fora de debate -, o Pix está o maior símbolo da nossa soberania financeira”, disse o ministro.
Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), autoridades brasileiras viram as críticas ao sistema na decisão do USTR como resultado de um lobby de empresas de pagamento americanas – como bandeiras de cartão de crédito – para privatizar o Pix. Apesar disso, a ação não tem um impacto imediato, porque não está respaldada na legislação brasileira.
Durigan ainda acusou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro de estar por trás da ação contra o Pix, que classificou como um sistema “cobiçado” no mundo. “Mais uma vez, a família Bolsonaro faz um movimento contrário ao Pix”, ele disse, sem citar nominalmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se reuniu com o presidente americano, Donald Trump, na semana passada.
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