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BB-BI: Plano de reestruturação da Raízen é ‘profundo’; gera incertezas e risco de diluição

28 de maio de 2026

Por Amélia Alves*

São Paulo, 28/05/2026 – O braço de investimentos do Banco do Brasil (BB-BI) avaliou como “profundo” o plano de recuperação extrajudicial divulgado na noite anterior pela Raízen. Na visão dos analistas Daniel Cobucci, Viviane Silva e Melina Constantino, o material foi apresentado para dar transparência às negociações e ainda não conta com documentos definitivos formalizados, de modo que, neste momento, “não cabe ação por parte dos investidores ou credores”.

Na síntese do banco, a proposta busca “equilibrar” preservação operacional e reequilíbrio financeiro, mas ainda carrega “elevada incerteza no curto prazo”, tanto pela necessidade de formalização das medidas quanto pela execução futura do plano, que dependerá de disciplina financeira, entrega operacional e avanço nos desinvestimentos, especialmente na Argentina.

“A proposta sinaliza uma recuperação heterogênea entre credores, incentivando adesão a instrumentos mais longos e participação no potencial de valorização via equity, apesar das incertezas”, destacam os analistas.

Na avaliação do BB-BI, os acionistas – especialmente os minoritários – correm risco de “diluição relevante” e “potencial perda de controle econômico”, uma vez que a conversão de dívida em ações e o aporte de até R$ 4 bilhões ocorreriam ao preço de R$ 0,25 por ação.

O relatório também aponta que a nova governança prevê predominância dos credores no conselho de administração. Além disso, o plano inclui a separação dos negócios em Raízen Energia e Raízen Combustíveis, permitindo estratégias distintas de desalavancagem, monetização de ativos e eventual entrada de novos investidores.

O BB-BI cita ainda compromisso com desinvestimentos, simplificação do portfólio e melhora operacional, sobretudo na divisão de Etanol, Açúcar e Bioenergia (EAB), que vem pressionando a geração de caixa.

No relatório, o BB-BI não apresenta recomendação de investimento nem preço-alvo para as ações da Raízen, que fecharam a quinta-feira em queda de 19,05%, cotadas a R$ 0,34, no menor preço de fechamento de sua trajetória na Bolsa.

Contato: amelia.alves@estadao.com

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.

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