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28 de janeiro de 2026
Por Luciana Collet
São Paulo, 26/01/2026 – A Equatorial Energia vem ampliando os investimentos em inovação, que já superam o patamar de R$ 400 milhões por ano, com ações que propiciem aumento da eficiência operacional, tragam geração de receita, e colaborem na transição energética, sem perder de vista o foco na qualidade do atendimento ao cliente.
A carteira de projetos soma 40 iniciativas, das quais 15 são classificadas como prioritárias. Os resultados obtidos até o momento incluem R$ 359 milhões em benefícios financeiros diretos, entre receita líquida e redução de custos, somente entre janeiro e setembro de 2025, além de melhorias nos indicadores de qualidade de fornecimento.
Entre as iniciativas de destaque, o diretor de Inovação, Clientes e Serviços da Equatorial, Maurício Velloso, destaca a modernização dos centros de operações das distribuidoras do grupo, por meio da adoção de um Sistema Avançado de Gerenciamento da Distribuição (ADMS, na sigla em inglês), que está sendo implantado em parceria com a Schneider, num investimento da ordem de R$ 170 milhões.
No momento, o sistema já roda nas concessionárias de Alagoas, Maranhão e Amapá, permitindo a automação de diversos processos, como a religação de clientes. A intenção é concluir a implantação em todo grupo até 2027, o que significa levar o sistema a outras quatro distribuidoras (Goiás, Pará, Piauí, e Rio Grande do Sul).
“Isso tem trazido uma diferença na evolução da qualidade do serviço prestado para o nosso cliente, com a redução de DEC [duração das interrupções no fornecimento}, de automação de rede, integração de alta e baixa tensão. É o início forte da smart grid“, diz Velloso.
Outros projetos de eficiência operacional em desenvolvimento pela Equatorial são voltados para o monitoramento de ativos, de forma a melhorar a gestão dos equipamentos e aprimorar o planejamento das manutenções; na roteirização da força de campo, para aumentar a produtividade das equipes nas ruas; e no uso de mapeamento por satélite das necessidades de poda em árvores e dos furtos de energia.
Os investimentos já em andamento estão em linha com aqueles exigidos no âmbito dos novos contratos de concessão de distribuição, que estão pouco a pouco sendo assinados entre empresas e o Ministério de Minas e Energia, para as concessões que vencem até 2031 – incluso duas distribuidoras do grupo Equatorial (Maranhão e Pará). O decreto que regulamentou a prorrogação desses contratos determinou maior rigor na prestação de serviço, com metas de continuidade de fornecimento mais rígidas e exigências de rapidez no restabelecimento, mesmo em casos de eventos climáticos extremos, o que exige investimentos em digitalização da rede e automação.
Relacionamento com o cliente
Paralelamente, os novos contratos de concessão também dão maior peso à opinião e satisfação dos consumidores ao prever que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá definir metas objetivas que impactem na formação das tarifas. Neste sentido, a diretoria da agência discute amanhã, 27, metodologia de incentivo para aumento da satisfação do consumidor com as concessionárias.
Na busca por melhorar a avaliação junto a seu mercado, a Equatorial tem buscado avançar na transformação digital do atendimento ao cliente, seja por meio de uma nova agência virtual, com inteligência artificial embarcada, implantada no ano passado, seja por meio de uma central de monitoramento do cliente, que acompanha, em tempo real, a interação que o usuário faz com a distribuidora, tanto via agência, quanto via call center ou nas redes sociais, e analisa o “sentimento” do usuário nessas interações.
Para Velloso, a satisfação do cliente com a Equatorial também é importante diante da prevista abertura do mercado livre, quando os consumidores atendidos na baixa tensão, como residenciais e comerciais de pequeno porte, poderão escolher seu fornecedor de energia, o que deve ocorrer a partir de novembro de 2027. “Ele precisa estar satisfeito para continuar como nosso cliente”, disse, lembrando que mais de 14 milhões de clientes do grupo passarão a poder acessar o chamado mercado livre de energia.
O executivo salienta que ainda há muitos detalhes sobre a abertura de mercado que precisam ser definidos pelo regulador, mas afirma que o grupo já está estudando os modelos implementados no exterior e montando sua estratégia corporativa. “O mais importante para nós, como grupo, é garantir a qualidade do serviço para o nosso cliente, que o nosso cliente esteja satisfeito com o Grupo Equatorial. E do ponto de vista da nossa comercializadora, a Echoenergia, a gente também está discutindo a oferta de produtos para esse mercado”, diz.
Contato: Luciana.collet@estadao.com
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