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18 de junho de 2026
Por Beth Moreira
São Paulo, 18/06/2026 – O Safra elevou o preço-alvo das ações preferenciais da Gerdau para o fim de 2026, de R$ 25,50 para R$ 30, e reiterou a recomendação Outperform (equivalente à compra). O novo preço representa um potencial de valorização de 29,6% ante o fechamento do papel no pregão de ontem. Segundo o banco, aumentos recentes de preços nos EUA e as conclusões sobre um possível acordo no âmbito do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, na sigla em inglês) mais do que compensam o efeito de um real mais forte.
Em relatório, os analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro explicam que a visão positiva para a Gerdau se apoia em potencial de alta ante o consenso de 2027 para a Gerdau na América do Norte, com melhora das perspectivas de fluxo de caixa livre (FCF), reforçadas por menores despesas de capital (capex), impostos pagos em dinheiro e despesas com juros, embora os rendimentos se tornem mais atraentes após 2026.
O banco estima Ebitda de R$ 12,6 bilhões para a empresa em 2026 e de R$ 14,5 bilhões em 2027 e calcula que a ação da empresa é negociada com múltiplo de 4,1 vezes o Ebitda estimado para 2026 e de 3,3 vezes o de 2027, em linha com a média de cinco anos, de 4,1 vezes, e abaixo de pares de siderurgia nos EUA, de 9,7 vezes em 2026 e de 9,1 vezes em 2027.
Sobre o USMCA, o Safra afirma que as negociações apontam cada vez mais para um desfecho com acordos bilaterais e tarifas estruturalmente mais altas substituindo uma redefinição trilateral completa. Nesse quadro, o banco calcula que o risco de queda do Ebitda da Gerdau América do Norte, ponderado por probabilidade, seria de apenas 7% a 9%, abaixo da normalização de cerca de 19% implícita no consenso até 2029. O relatório diz ainda que o mercado superestima o risco de uma normalização completa das tarifas e subestima a chance de as margens do aço nos EUA permanecerem estruturalmente mais altas por mais tempo.
Com essas premissas, o Safra elevou a estimativa para a margem de Ebitda para 2026-2027 na América do Norte para cerca de 24% e a margem de longo prazo para 21%, de 1 a 2 pontos porcentuais acima do consenso.
Para o Brasil, o banco manteve uma leitura cautelosa, com margem de Ebitda de 9,5% em 2026 e de cerca de 15,5% no longo prazo, citando demanda fraca e estoques ainda elevados na cadeia como fatores que limitam novas altas de preços no curto prazo.
O Safra aponta que pode haver expansão incremental de Ebitda e rentabilidade com o projeto Miguel Burnier e que um cenário de proteção comercial, com medidas antidumping – especialmente nas investigações em andamento de bobina laminada a quente e fio-máquina – poderia reduzir importações da Ásia e permitir maior utilização, diluição de custos fixos e melhora adicional de preços.
Contato: beth.moreira@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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