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16 de junho de 2026
Por Denise Luna
Rio, 16/06/2026 – A Petrobras e a Finep lançaram nesta terça-feira, 16, um edital de R$ 150 milhões para desenvolver no Brasil um eletrolisador de porte industrial, equipamento que usa eletricidade para converter água em hidrogênio de baixa emissão de carbono. Hoje, há poucas empresas no País capazes de fabricar a máquina e nenhuma produz seu principal componente, o stack, onde ocorre a reação que transforma a água em hidrogênio.
O programa prevê exigência mínima de 50% de conteúdo nacional e mira também inovação em relação aos equipamentos importados, admitindo inclusive o uso de tecnologias já conhecidas, desde que haja avanço tecnológico mensurável.
“O hidrogênio de baixo carbono é uma das alavancas mais concretas para descarbonização. Precisamos aprimorar o desenvolvimento científico para viabilizá-lo e assim tornar mais sustentáveis indústrias como siderurgia, química e de refino. O custo de produzir hidrogênio por eletrólise ainda é alto e, por isso, reduzir esse custo é um dos nossos objetivos centrais. O Brasil está bem posicionado para liderar essa agenda. A Petrobras está avançando e comprometida com a transição energética justa”, afirmou Magda durante o evento.
O edital de R$ 150 milhões em recursos não reembolsáveis será dividido igualmente entre Finep e Petrobras, além de contrapartidas das empresas beneficiárias. A proposta é apoiar um projeto estruturante em rede, com ao menos três empresas envolvidas no desenvolvimento tecnológico e pelo menos uma instituição de ciência e tecnologia, cobrindo da engenharia básica a um protótipo pré-comercial.
A Petrobras prevê em seu plano de negócios 2026-2030, destinar US$ 4 bilhões à pesquisa, desenvolvimento e inovação, enquanto a Finep diz ter direcionado mais de R$ 12,5 bilhões ao financiamento de tecnologias verdes entre 2023 e 2025.
A assinatura do termo de cooperação e o lançamento do edital ocorreram na sede da Petrobras, com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e da presidente da estatal, Magda Chambriard. A ministra afirmou que a iniciativa busca fortalecer uma cadeia tecnológica estratégica para “a reindustrialização, a sustentabilidade e a soberania nacional”, com apoio à indústria e redução de custos.
“Com esta iniciativa, reforçamos o compromisso do MCTI e do Governo Federal com o desenvolvimento de tecnologias estratégicas para a reindustrialização, a sustentabilidade e a soberania nacional. Trabalhamos de forma conjunta para fortalecer uma cadeia tecnológica importante, apoiando nossa indústria, barateando custos e preparando o país para os desafios do futuro”, destacou a ministra.
Contato: denise.luna@estadao.com
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