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16 de junho de 2026
Por Thais Porsch
São Paulo, 16/06/2026 – A divergência dentro da economia da China está se ampliando, com o crescimento das vendas no varejo e do investimento em ativos fixos despencando para os níveis mais baixos desde a pandemia, à medida que a demanda doméstica permanece fraca, alerta o ING em relatório. A produção industrial, por outro lado, continua apoiada pela forte demanda externa.
O banco holandês observa o impacto da política de troca nas categorias relacionadas, o que arrastou o consumo geral para baixo. Categorias beneficiárias, como eletrodomésticos (-15,6%), automóveis (-16,1%) e móveis (-8,7%), tiveram quedas acentuadas no mês. Apesar do aumento nos preços da gasolina, as vendas de petróleo também caíram 3,2% na comparação anual.
A confiança do consumidor permanece bastante fraca na China, à medida que o crescimento salarial desacelera e os balanços patrimoniais das famílias continuam sendo impactados pela queda nos preços dos imóveis, diz a análise. O impulso de estímulo menor deste ano também está levando a um crescimento decepcionante das vendas no varejo no acumulado do ano, o que pode levar o governo a implementar mais medidas para aumentar o consumo no futuro.
“A falta de apetite por investimento é um dos fatores que impactam os mercados, traduzindo-se em baixa demanda por empréstimos e, consequentemente, os bancos estacionando mais fundos em títulos do governo”, acrescenta. Segundo o ING, a China tem um grande desafio pela frente nesse sentido.
Já a produção industrial continua sendo apoiada pela forte demanda externa, e os dados mostram que os setores que se destacam são os mesmos que veem um forte crescimento das exportações. Automóveis, trilhos, navios e aeroespacial, fabricação de equipamentos de informática e elétricos superaram solidamente o crescimento geral, explica o banco.
Contato: thais.porsch@estadao.com
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