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18 de junho de 2026
Por Isadora Duarte*
Campo Grande, 18/06/2026 – O ex-ministro da Agricultura e professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, avalia que o Brasil tem condições de responder às exigências da União Europeia para voltar à lista de fornecedores de proteínas e demais produtos de origem animal. “Temos condição de responder e mostrar com clareza o que tem sido feito no Brasil dentro das regras necessárias. Se vamos fazer ou não, se a União Europeia vai aceitar ou não, neste prazo estreito de até 3 de setembro, não sei”, disse Rodrigues a jornalistas nos bastidores do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap), realizado pelo Canal Rural em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
No último mês, a União Europeia excluiu o Brasil do grupo de nações que cumprem as exigências contra o uso de antimicrobianos na pecuária e que estão aptos a exportar ao bloco a partir de setembro. A UE pede que o Brasil apresente garantias adicionais quanto ao cumprimento do regulamento de antimicrobianos nas carnes exportadas ao bloco. O tema desperta atenção da indústria e do setor produtivo, envolvendo um comércio de US$ 1,8 bilhão em exportações brasileiras do bloco à UE anualmente. O governo brasileiro e os exportadores buscam reverter a decisão atuando em frente técnica e política.
Para Rodrigues, é uma questão “apenas de tempo”. “Vamos mostrar que fazemos as coisas certas e não ter preocupação de demorar para fazer isso”, observou.
Questionado se a questão é técnica ou possui teor protecionista, como alega parte do setor produtivo nacional, Rodrigues disse que o tema é técnico. “Obviamente, tem um reflexo sobre o protecionismo agrícola, mas a razão é técnica. Temos que enfrentar o que é verdade: temos que resolver, tecnicamente, problemas técnicos para que o problema político seja superado com clareza”, defendeu.
*A jornalista viaja a convite da JBS
Contato: isadora.duarte@estadao.com
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