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Isaac Sidney, da Febraban, defende no Conselhão um BC “forte, técnico e independente”

10 de junho de 2026

Por Altamiro Silva Junior

São Paulo, 10/06/2026 – O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, defendeu na reunião do Conselhão nesta quarta-feira a necessidade de “diálogo e coordenação institucional” e argumentou que o setor bancário funciona como primeira linha de defesa na absorção de choques, preservando a liquidez e sustentando o mercado de crédito, e também como primeiro linha de reação, impulsionando a retomada da economia.

“É crucial a robustez do sistema financeiro para enfrentar crises”, disse Sidney, destacando que o Brasil tem um Banco Central que está a altura para enfrentar os desafios atuais. Nesse momento, ele defendeu que um BC precisa ser “forte, técnico e independente”. Hoje, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dá autonomia financeira e orçamentária ao BC.

“Estados, países, precisam ter capacidade de resiliência cada vez maior”, disse logo ao começar seu discurso. Sidney mencionou eventos que exigiram maior diálogo e coordenação institucional, como a crise financeira de 2008 e a pandemia de Covid, que produziu, simultaneamente, um choque econômico, social e político.

Mais recentemente, é a mudança geopolítica global, com maior protecionismo, menor previsibilidade institucional e intensificação de conflitos e riscos, que está exigindo maior coordenação e capacidade de resposta dos governos. “A variável geopolítica passou a impactar fortemente a economia.”

O resultado dessa mudança geopolítica, comentou o presidente da Febraban, é que o mundo se tornou mais caro, com mais pressão inflacionária, mais incerto e muito dependente de tecnologia. “A previsibilidade diminuiu. Estamos vivendo um movimento de incerteza estrutural”, disse Sidney.

Nesse ambiente, a capacidade de resposta das instituições, do setor público e privado, passou a ser testada continuamente, disse Sidney. “O diálogo estruturado, entre Estado e sociedade, se tornou não apenas desejável, mas essencial.”

Sidney destacou que fóruns como o Conselhão podem ajudar a organizar o debate e ampliar a escuta, além de aproximar a decisão pública da realidade econômica e social do país e reduzir a distância entre formulação de políticas e sua execução.

Está é a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty. Entre os participantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vice-presidente Geraldo Alckmin. Do setor bancário, entre os nomes, está o presidente do conselho do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi.

Contato: altamiro.junior@estadao.com

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