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16 de abril de 2026
Por Leticia Fernandes, do Estadão
A adaptação à Reforma tributária ocorre em velocidades diferentes no País. Estudo realizado pela Qive, plataforma do Contas a Pagar, obtido pela Coluna do Estadão, aponta que no primeiro trimestre de 2026, apenas 16,3% das notas fiscais de serviço foram emitidas nos novos parâmetros da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Já as notas fiscais de mercadorias das empresas chegaram a 78,5% de adequação.
As empresas ainda estão em período de transição para se adaptarem às novas regras. Em dezembro, a Receita Federal adiou por tempo indeterminado a obrigatoriedade de preenchimento da CBS e do IBS nas notas fiscais.
Os dois impostos, CBS e IBS, foram criados na Reforma Tributária, aprovada em dezembro no Congresso e sancionada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e substituem outros cinco tributos.
O gerente de produto da Qive, Guilherme Martins, explica que a transição no setor de serviços é mais complexa porque envolve duas mudanças simultâneas, a migração da tributação para o IBS e a consolidação de um padrão nacional para as notas fiscais eletrônicas.
“O contribuinte está em um verdadeiro caos, repleto de inconsistências técnicas. O atraso na adaptação das próprias prefeituras e os desafios tecnológicos municipais justificam por que a conformidade tributária empacou mesmo com o uso do novo sistema”, afirmou Martins.
O levantamento analisou 104 milhões de notas emitidas e rastreou cerca de 60 milhões de Notas Fiscais Eletrônicas (NFe) e 44,3 milhões de Notas Fiscais de Serviço eletrônicas (NFSe).
Para Erika Daguani, executiva da empresa, o Brasil ainda se adequa em velocidades distintas à reforma tributária.
“Os dados mostram que o País vive diferentes velocidades na preparação para o novo modelo de tributação sobre consumo. Enquanto cadeias ligadas a bens físicos evoluem impulsionadas por regras mais consolidadas e sistemas já adaptados, o setor de serviços enfrenta um desafio adicional, com a implantação do padrão nacional de notas fiscais eletrônicas ocorrendo em paralelo à adequação dos contribuintes à reforma tributária”, disse.
“Esse cenário amplia a incerteza operacional, tornando o desafio não apenas cumprir exigências formais, mas também garantir a correta interpretação das novas estruturas de cálculo”, explicou Erika.
Amazonas teve 90% de adequação a novo regime
O estudo “Panorama do Contas a Pagar” também mostra que, quando não há obrigatoriedade de adesão, a adequação fica baixa. É o caso das empresas do Simples e MEIs, que estão dispensadas a cumprir essas obrigações este ano. A adesão total dessas empresas foi de apenas 5,6% nas notas de produtos, e 0,76% nas notas de serviços.
Na análise por região, embora São Paulo e Minas Gerais tenham concentrado 57% do volume de notas examinadas pela Qive, o Estado que mais se adequou à transição das notas fiscais eletrônicas foi o Amazonas (90,5%), seguido por Rio Grande do Norte (89,5%) e Alagoas (87,7%).
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