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2 de fevereiro de 2026
Por Altamiro Junior, Mariana Ribas e Gabriel Baldocchi
São Paulo, 02/02/2026 – A lista de credores do Grupo Fictor tem a Amex como principal nome, com R$ 893 milhões a receber. Um dos maiores grupos é o de pessoas físicas, com mais de 5 mil nomes, principalmente de pessoas que aplicaram dinheiro com o grupo, na condição de sócios investidores.
O segundo maior credor individual é a Sefer Investimentos, que tem R$ 430 milhões a receber do grupo. A administradora de fundos, criada em 1994 e antigamente chamada Foco DTVM, já foi foco de polêmicas. A mais recente é que a empresa foi alvo da segunda fase da Operação Compliance, que combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional. Foi durante a primeira fase desta operação que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro de 2025. A Sefer teve como um dos sócios principais, no passado, Benjamim Botelho, antigo dirigente do então Banco Máxima (nome anterior do Master).
Entre os credores, outro nome que chama a atenção é o do clube de futebol Palmeiras, com uma dívida de R$ 2,6 milhões, pelo patrocínio que o grupo fechou com o time.
Amex
Em 2024, o grupo Fictor resolveu entrar na área de pagamentos, criando a Fictor Pay, que inicialmente era uma subadquirente – empresa que oferece maquininhas de cartão e serviços de tecnologia para pagamentos. No ano seguinte, foi lançado um cartão de crédito com a bandeira American Express, voltado para a pessoa jurídica.
O pedido de recuperação judicial informa que o cartão chegou a movimentar R$ 200 milhões por mês. O plano também era ter um cartão para pessoa física. A Fictor Pay opera em nove estados, com 500 clientes, e já movimentou em seus terminais R$ 2,2 bilhões.
Foi por meio desse arranjo dos cartões da Amex com a Orbitall, empresa que presta serviço de tecnologia e processamento para transações com cartões, que a situação se deteriorou rapidamente, segundo o documento. A Orbitall conseguiu recentemente na Justiça bloquear R$ 150 milhões da Fictor, alegando que uma conta que era usada como garantia financeira havia sido zerada. A decisão judicial “gerou um pânico generalizado nos sócio participantes (sócios investidores)”, que também passaram a recorrer ao judiciário para bloquear recursos, alega a Fictor.
Outros grandes credores da recuperação do grupo Fictor são a Alarcon Select, com R$ 16.450 milhões a receber, o 1º e 2º fundos de investimentos Kadesh, que somam juntos R$ 25 milhões a receber.
No documento a que a Broadcast/Estadão teve acesso consta uma lista com 125 páginas e no qual constam mais de 5 mil pessoas físicas, segundo levantamento da Broadcast. Entre elas, o maior credor é o empresário Luiz Phillippe Gomes Rubini, ex-sócio da holding Fictor, que possui o valor de R$ 34.435 milhões a receber.
Contato: mariana.ribas@estadao.com
Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast
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