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11 de junho de 2026
Por Guilherme Nannini
São Paulo, 11/06/2026 – Diante da ameaça econômica à pecuária de corte provocada pela mosca-da-bicheira, a secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou em entrevista coletiva que o abastecimento de alimentos do país não corre risco, definindo o vetor como uma praga tratável e controlável, diferente de um vírus ou doença sistêmica. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) intensificou as ações de emergência sanitária após confirmar mais duas infecções do parasita no Texas, elevando para quatro o total de casos detectados no Estado. O parasita, cujas larvas se alimentam de tecidos vivos de animais de sangue quente e causam feridas severas e fatais se não tratadas, foi localizado recentemente em um bezerro no condado de La Salle e em um cão no condado de Andrews.
O ressurgimento desse inseto marca a primeira incursão da praga em território norte-americano em quase 60 anos, após ter sido erradicada do país em 1966. De acordo com relatórios do USDA, o avanço da mosca em direção ao norte começou em 2022, quando a barreira biológica do Estreito de Darién foi rompida, permitindo que o parasita se espalhasse de forma rápida pela América Central ao longo de 2023 até atingir o México em 2024. A administração do presidente Donald Trump atribuiu essa proliferação diretamente às políticas de fronteira aberta da gestão anterior, o que demandou uma resposta célere das equipes técnicas do atual governo.
Para conter a dispersão do problema, o USDA mobilizou US$ 1,3 bilhão desde janeiro de 2025. A estratégia emergencial envolve o aumento do monitoramento na fronteira com a instalação de 8 mil armadilhas e a triagem de milhares de amostras de animais silvestres, além da soltura em massa de moscas macho estéreis para inviabilizar a reprodução das fêmeas selvagens. O plano conta com novas tecnologias de esterilização validadas pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) e com a construção de uma biofábrica de US$ 750 milhões na Base Aérea de Moore, no Texas, iniciada há cerca de seis meses. Adicionalmente, uma unidade de dispersão em Metapa, no México, entrará em operação ainda este mês, adicionando 100 milhões de moscas estéreis ao programa de erradicação.
Contato: guilherme.nannini@estadao.com
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