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PT/Uczai sobre PEC da escala 6×1: Se Alcolumbre derrotou Messias, pode fazer qualquer coisa

9 de junho de 2026

Por Victor Ohana e Gabriel Máximo

Brasília, 09/06/2026 – O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), afirmou ao Broadcast Político nesta terça-feira, 9, que vê risco de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não dê andamento à proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre a escala 6×1, assim como agiu para rejeitar a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o advogado-geral da União, Jorge Messias, ocupasse uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

As declarações ocorrem num momento em que o governo decide manter o requerimento de urgência constitucional sobre o projeto de lei que enviou à Câmara em abril para instituir a redução da escala de trabalho. O instrumento passou a travar a pauta de votação dos deputados em 30 de maio.

Para Uczai, a manutenção da urgência é uma forma de levantar o debate sobre a tramitação do fim da escala 6×1 e pressionar o Senado para aprovar a PEC. Questionado pela reportagem se o governo vê risco de que Alcolumbre trave a proposta, Uczai respondeu: “Se Alcolumbre derrotou Jorge Messias, pode fazer qualquer coisa”.

A urgência só tranca a pauta na Câmara. Com isso, os deputados não podem realizar votações de projetos de lei, apenas de requerimentos de urgência, PECs e projetos de decreto legislativo. Após reunião de líderes desta terça, o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), disse que analisa o andamento da PEC da escala 6×1 no Senado.

O líder do PSB, Jonas Donizette (SP), avaliou que o governo quer criar um “fato político” para Alcolumbre acelerar a PEC. “Acho que ele (o governo) deve ter feito uma equação política e achado que é mais vantagem manter a pressão neste momento para votar a 6×1.”

Mais cedo, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, se reuniu com Alcolumbre para tratar da questão, mas o assunto não teve resolução na Câmara.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse ter pedido ao governo a retirada da urgência, mas conseguiu pautar no plenário somente projetos de decreto de acordos de livre comércio e requerimentos de urgência.

Contato: victor.ohana@estadao.com; gabriel.maximo@estadao.com

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