Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
9 de março de 2026
Por Beth Moreira
São Paulo, 09/03/2026 – O faturamento do varejo brasileiro apresentou queda de 3% em fevereiro ante igual mês do ano passado, descontada a inflação e sem ajuste de calendário, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O resultado mostra que o consumo no início de 2026 segue pressionado, refletindo o impacto da inflação mais elevada e de despesas sazonais típicas do começo do ano. Mesmo com crescimento no varejo físico, o desempenho geral foi afetado pela queda nas vendas online e pela retração em segmentos ligados ao consumo discricionário.
Segundo o levantamento, o varejo físico registrou alta nominal de 0,8%, ajudando a amenizar o resultado geral, enquanto o e-commerce apresentou queda de 0,9% na comparação anual. Foi o segundo mês seguido de retração.
“O início do ano segue marcado por um consumidor mais cauteloso, com maior parte do orçamento direcionada a despesas obrigatórias. Reajustes de mensalidades escolares e aumento nos preços de passagens aéreas e combustíveis reduziram o espaço para compras de maior valor agregado”, aponta a Cielo em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Esse cenário afetou principalmente os segmentos de bens duráveis e semiduráveis, que dependem mais do consumo discricionário e do tíquete médio mais elevado. Além disso, fevereiro é um mês mais curto e contou com o período de Carnaval, o que tende a deslocar parte do consumo para serviços e atividades ligadas ao turismo.
“Fevereiro manteve o varejo sob pressão, com retração real e crescimento nominal fraco diante de uma inflação mais elevada. O consumo seguiu concentrado em itens essenciais, enquanto bens duráveis sentiram o impacto de um mês mais curto e marcado pelo Carnaval”, destaca Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo. Segundo ele, o varejo físico ajudou a amenizar o resultado, e Turismo e Transporte se destacaram pelo aumento da mobilidade no período. O cenário segue desafiador para o mercado de consumo brasileiro.
Grupos
Entre os grupos que mais pressionaram o índice, Educação teve alta de 5,20%, refletindo os reajustes de mensalidades escolares. O grupo Transportes avançou 1,72%, com destaque para a forte alta das passagens aéreas (11,64%) e para o aumento de 1,38% nos combustíveis. Também houve aumento em Saúde e cuidados pessoais (0,67%), influenciado principalmente pelos produtos de higiene pessoal e pelos planos de saúde. O único grupo com queda no período foi Vestuário (-0,42%).
Regiões
Descontada a inflação, todos os macrossetores apresentaram retração em fevereiro. O setor de Serviços registrou queda de 5,2%, com destaque positivo para Turismo e Transporte, enquanto Estética e Cabeleireiros tiveram desempenho negativo. O macrossetor de Bens Não Duráveis caiu 0,4%, com crescimento em veterinárias e pet shops, mas retração em cosméticos e higiene pessoal. Já Bens Duráveis e Semiduráveis tiveram a maior queda, de 7,5%, pressionados principalmente pelos setores de Óticas e Joalherias e Materiais para Construção.
Todas as regiões do país também registraram retração nas vendas em termos reais. Considerando o ICVA deflacionado com ajuste de calendário, a região Norte registrou queda de 5,4%, Nordeste (-3,7%), Sul (-4,3%), Sudeste (-4,5%) e Centro-Oeste (-5,0%).
ICVA
O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do Varejo brasileiro, de acordo com as vendas realizadas em 18 setores mapeados pela Cielo, desde pequenos lojistas a grandes varejistas.
Contato: beth.moreira@estadao.comcon
Veja também