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27 de março de 2026
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 27/03/2026 – A umidade do solo deve se manter em níveis satisfatórios em áreas de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais nos próximos dias, favorecendo o desenvolvimento inicial do milho segunda safra, mas a atuação de uma massa de ar quente no Sul tende a elevar o risco de estresse hídrico nas lavouras da região, segundo análise da EarthDaily.
De acordo com a empresa de monitoramento agrícola por satélite, há divergência entre os modelos climáticos para o curto prazo. O modelo europeu ECMWF indica chuvas abaixo da média em grande parte do País, enquanto o americano GFS projeta volumes acima da climatologia em áreas de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Matopiba, região que engloba partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. “Na observação para os próximos dias, a umidade do solo deve permanecer em níveis satisfatórios em grande parte das regiões produtoras de milho de segunda safra no País”, afirmou o analista de cultura da EarthDaily, Felippe Reis, em nota.
Em Mato Grosso, não há indicação de risco relevante para o milho safrinha. O NDVI, indicador que mede o vigor vegetativo das plantas, apresenta evolução abaixo do esperado, mas o estágio inicial das lavouras mantém o potencial produtivo, que ainda depende do clima nas próximas semanas.
Em Mato Grosso do Sul, o ciclo já apresenta avanço, com formação inicial de biomassa e melhora do NDVI. A umidade do solo, porém, permanece baixa e pode elevar o risco agronômico caso não haja recuperação no curto prazo.
Em Goiás, o plantio mais tardio reflete o excesso de umidade registrado em março, que dificultou a semeadura e atrasou o calendário agrícola. Ainda assim, a manutenção de níveis hídricos elevados tende a favorecer o desenvolvimento das áreas implantadas.
No Sul do País, a atuação de uma massa de ar quente deve intensificar a evapotranspiração, acelerando a perda de umidade do solo em um ambiente já marcado por chuvas escassas.
No oeste do Paraná, apesar do bom desenvolvimento inicial indicado pelo NDVI, a umidade do solo está no menor nível dos últimos quatro anos, o que pode limitar o potencial produtivo caso a seca persista. Já no Rio Grande do Sul, houve melhora recente. Entre os dias 18 e 25 de março, foi observado aumento da umidade do solo, com redução do estresse hídrico e condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de soja.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
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