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5 de junho de 2026
Por Beth Moreira
São Paulo, 05/06/2026 – O Citi elevou a recomendação para as ações do Magazine Luiza de venda para neutro/alto risco, mas cortou o preço-alvo de R$ 7 para R$ 6,50, o que representa um potencial de valorização de 22% sobre o fechamento do papel no último pregão. Sobre a recomendação, o banco justifica que, após uma queda de aproximadamente 40% no acumulado do ano, o mercado já teria precificado, em grande parte, um cenário de juros altos por período prolongado e consumo mais fraco nos principais produtos da companhia, como eletrônicos de consumo em grande escala e eletrodomésticos.
Em relatório, os analistas João Pedro Soares e Felipe Husein destacam que há sinais operacionais positivos, com ênfase no foco estratégico em lojas físicas de maior margem, nas quais a empresa teria uma vantagem competitiva consolidada. O banco também aponta disciplina operacional ao observar que as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) cresceram abaixo da inflação em 10 dos últimos 13 trimestres.
O Citi elevou a estimativa de crescimento para as lojas físicas e projeta aceleração no segundo trimestre de 2026, impulsionada por torneios de futebol, que devem naturalmente elevar o consumo de eletrônicos e itens ligados a esportes. O banco cita estimativa de cerca de 8% e 7% de crescimento nas vendas em mesmas lojas no segundo trimestre de 2026 e no ano fiscal de 2026, respectivamente, e acrescenta que a composição da receita, considerando a oferta de serviços nas lojas, pode ser favorável para as lojas de departamento.
No canal online, o Citi avalia que os desafios persistem, com a concorrência em alta, e mantém projeção de contração do GMV no segundo trimestre de 2026, especialmente no 3P, com queda de 5% ante o ano anterior, apesar de mencionar potencial de inflexão no segundo semestre, por bases de comparação mais fáceis. Outra preocupação é a alavancagem: o relatório aponta Dívida líquida/Ebitda após os juros de recebíveis descontados acima de 3 vezes no primeiro trimestre de 2026 e avalia que juros mais altos representam risco relevante para os lucros, ainda que a administração tenha enfatizado disciplina do balanço.
Contato: beth.moreira@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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