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20 de abril de 2026
Por Denise Luna
Rio, 20/04/2026 – O breve alívio no preço do petróleo na semana passada não foi suficiente para reduzir a defasagem que os preços praticados pela Petrobras vem enfrentando desde o início da guerra, no final de fevereiro. Com base no fechamento da última sexta-feira, 17, a US$ 90 o barril, os preços dos derivados da estatal continuam abaixo do mercado internacional.
Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), no fechamento da última sexta-feira, a defasagem do diesel vendido pela estatal estava em 31%, e da gasolina, em 41%. Para atingir a paridade com a importação (PPI), política abandonada pela empresa em maio de 2023, seria possível um aumento de R$ 1,12 por litro de diesel e de R$ 1,03 no caso da gasolina.
A Abicom afirma que o mercado está há 97 dias de janelas fechadas para a importação de diesel e há 54 dias sem importar gasolina. A Petrobras também informou que não importaria o combustível em maio.
O Brasil ainda depende da importação de cerca de 25% a 30% da demanda interna de diesel, mas, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), não há risco de falta do produto. No caso da gasolina a pressão é menor, já que o País depende de menos de 10% da importação.
Para atender o mercado, a Petrobras tem aumentado o fator de utilização das refinarias e adiado manutenções das unidades. A empresa afirma que não tem problemas para suprir o mercado brasileiro e prevê ser autossuficiente em diesel nos próximos cinco anos.
Já a Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, vem reajustando os preços semanalmente pelo PPI, e entrou na mira do governo para retornar ao controle da Petrobras, evitando assim a alta da inflação no País. Mataripe tem 14% do mercado de combustíveis e era a segunda maior refinaria da estatal, antes de ser vendida pelo governo de Jair Bolsonaro.
Ao contrário da Petrobras, Mataripe está com os preços acima do mercado internacional, apesar de ter reduzido o preço do diesel e da gasolina na semana passada. O preço do diesel está 21% mais caro na Bahia do que no Golfo do México – local usado como parâmetro para o cálculo do PPI pela Abiquim -, e a gasolina, 11% acima.
Na última quarta-feira, a Acelen reduziu o preço do diesel S10 em R$ 0,21 por litro, acompanhando a queda do petróleo com o sinal de arrefecimento da guerra no Oriente Médio, e a gasolina em R$ 0,18 por litro. Mesmo assim, os preços seguem acima do PPI,
contato:denise.luna@estadao.com
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