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19 de março de 2026
São Paulo, 19/03/2026 – A exportação brasileira de café solúvel atingiu 7,409 mil toneladas (equivalentes a 321.129 sacas de 60 kg) em fevereiro, o que corresponde a um crescimento de 13,9% na comparação com igual mês de 2025 (6,504 mil toneladas, ou 281.880 sacas). Em receita cambial, o incremento foi de 10,8%, com a entrada de US$ 90,289 milhões no mês passado. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), divulgados hoje.
“Esse resultado é o melhor para os meses de fevereiro nos últimos cinco anos e não deixa de surpreender diante do contexto de mercado que temos vivido com as taxas impostas pelos Estados Unidos. O fato de os próprios norte-americanos terem ampliado as aquisições em fevereiro também demonstra a necessidade dos produtos brasileiros”, disse em comunicado o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima.
O peso das tarifas ainda é sentido na análise do primeiro bimestre de 2026, quando o Brasil embarcou 13,235 mil toneladas (573.767 sacas), volume 11,5% inferior ao aferido nos dois primeiros meses de 2025. A receita também cai nesse mesmo comparativo, para US$ 161,059 milhões.
“Vimos a performance em fevereiro minimizar a queda das exportações aos EUA no ano, embora a redução do tarifaço de 50% para novas taxas de 10% venha a surtir efeito somente a partir deste mês de março. Isso pode ser um sinal positivo aos embarques nos próximos meses”, analisou Lima.
Ele completa que a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve permitir que o tratado entre em vigor nos próximos meses, proporcionando redução gradativa das tarifas de 9% que o café solúvel brasileiro sofre para entrar no bloco europeu. “A Europa é nosso segundo principal destino como bloco e o ajuste entre UE e Mercosul nos dá esperança e abre oportunidades ao Brasil para ampliar os embarques”, explicou.
Principais importadores
No primeiro bimestre de 2026, os EUA, reforçando a importância do café solúvel brasileiro para aquele mercado, foram os principais compradores do produto, com a importação de 1,769 mil toneladas (76.766 sacas), montante 2,5% menor do que o apurado nos mesmos dois meses em 2025.
Fechando o top 3, aparecem Rússia, que adquiriu 1,161 mil toneladas (50.300 sacas) do produto, registrando crescimento de 18,5% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, e Argentina, com 1,090 mil toneladas (47.245 sacas), o que representou queda de 2,6% no comparativo anual.
Mercado interno
Dando sequência a uma evolução iniciada há uma década, o consumo interno de café solúvel no Brasil subiu 15,1% no primeiro bimestre de 2026. O mercado nacional absorveu 4,146 mil toneladas (179.660 sacas), acima das 3,601 mil toneladas (156.024 sacas) do ano passado.
“Nosso estudo de mercado aponta uma crescente preferência do consumidor brasileiro pelo café solúvel, fato que reflete as estratégias bem-sucedidas das indústrias do setor, que seguem investindo em otimização da qualidade e em novos produtos e embalagens para os consumidores do país”, conclui o diretor executivo da Abics.
(Equipe AE)
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