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Itaúsa/Setubal: 2026 é ano difícil, mas temos portfólio menos sujeito a variações econômicas

20 de maio de 2026

Por André Marinho

Rio, 20/05/2026 – O CEO da Itaúsa, Alfredo Setubal, afirmou hoje que 2026 tem sido um “ano difícil” no Brasil e no exterior, diante da guerra no Oriente Médio, a persistência da inflação e as incertezas eleitorais. Ainda assim, a holding de investimentos continua registrando resultados sólidos, de acordo com o executivo.

“Nós posicionamos a Itaúsa com um portfólio muito sólido nos últimos anos, menos sujeito a essas variações econômicas e políticas”, disse, em podcast publicado no canal do YouTube da empresa.

No primeiro trimestre, a companhia teve lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões, um crescimento de 17% na comparação com igual período de 2025, de acordo com balanço divulgado na semana passada.

Segundo Setubal, o Itaú Unibanco continua sendo a “âncora” do portfólio da holding. Para ele, o maior banco do privado do País teve sucesso na adaptação ao ambiente de maior concorrência das fintechs, enquanto a área de crédito demonstra “consistência” e baixa inadimplência.

A Itaúsa deve manter a política de distribuir os dividendos advindos do Itaú e reter os proventos das demais investidas. A postura tem ajudado a bancar as despesas administrativas e tributárias da holding, além de reduzir a dívida, conforme o executivo. “Não há nada no nosso cenário para os próximos anos que sugere que vamos alterar essa prática”, ressaltou.

Setubal indicou ainda que, diante do cenário desafiador, a Itaúsa só considera novos investimentos que tenham retorno esperado em cerca de 20% para justificar a alocação de capital. “A gente continua buscando, mas nesse momento é muito mais difícil, em função da conjunta”, destacou.

Contato: andre.marinho@estadao.com

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