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CNI: tarifa adicional de 25% dos EUA prejudica indústria brasileira e mercado americano

2 de junho de 2026

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma, por meio de nota, que a possibilidade de imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos pode prejudicar o setor e o próprio mercado americano, com impacto negativo em cadeias produtivas. “A relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica, sólida e construída ao longo de décadas. A eventual adoção de tarifas adicionais vai prejudicar a indústria brasileira e o mercado norte-americano”, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban, na nota.

A entidade reforçou a importância de “diálogo e cooperação” entre os países na busca de “soluções equilibradas.” O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs as tarifas adicionais nesta terça-feira, como resultado de uma investigação sobre supostas práticas desleais do Brasil.

O USTR deve promover uma audiência pública sobre o assunto no dia 6 de julho. “A CNI seguirá acompanhando o tema e atuando junto às autoridades e ao setor produtivo dos dois países para defender soluções que preservem e fortaleçam a parceria econômica bilateral”, diz a nota.

Fiemg

Também por meio de nota, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) diz acompanhar com preocupação a proposta de novas tarifas americanas, que reduziria a competitividade dos produtos brasileiros e poderia aumentar a incerteza e afetar investimentos no setor.

“A Fiemg defende que o governo brasileiro mantenha atuação firme, técnica e diplomática junto às autoridades norte-americanas, com o objetivo de evitar a entrada em vigor da tarifa, ampliar a lista de produtos isentos e preservar a competitividade das empresas brasileiras no mercado dos Estados Unidos”, diz a entidade.

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