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BNDES/Mercadante: Nova etapa do Brasil Soberano já tem R$ 5 bi em demanda

26 de maio de 2026

Por Daniela Amorim

Rio, 26/05/2026 – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira que o banco de fomento já recebeu demandas de cerca de R$ 5 bilhões na nova etapa do Plano Brasil Soberano. O prazo para recebimento de solicitações de crédito teve início no último dia 15.

A nova rodada prevê R$ 21 bilhões para financiar empresas de setores estratégicos que tenham sido afetadas pela instabilidade geopolítica e conflitos internacionais. Além dos R$ 15 bilhões previstos na Medida Provisória 1.345/2026 publicada em março, o BNDES adicionaria mais R$ 6 bilhões em recursos para atender às companhias elegíveis. O crédito é destinado ao financiamento de capital de giro; capital de giro destinado à produção para exportação; aquisição de bens de capital; e investimentos para ampliação da capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção, adaptação de atividade produtiva, e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.

O plano contempla empresas dos setores de siderurgia, fertilizantes, móveis, automotivo, têxtil, farmacêutico, equipamentos eletrônicos, informática e minerais críticos, entre outros. O objetivo é apoiar empresas brasileiras exportadoras e relevantes para a balança comercial do País, que tenham sido afetadas pelas tensões geopolíticas, como a guerra no Oriente Médio, e medidas tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos.

Mercadante lembrou que a exploração do pré-sal pela Petrobras ajudou o Brasil a reduzir o impacto do atual choque de petróleo, decorrente da guerra de Estados Unidos e Israel no Irã. Além disso, lembrou que a Petrobras está retomando os investimentos em refinaria e em fertilizantes, atividades também afetadas pelo conflito.

“O Brasil foi um dos países menos atingidos. Nós estamos relativamente preservados e temos reservas para reagir”, afirmou.

Mercadante disse ainda que está “muito otimista” e “com grande expectativa” em relação à exploração da Margem Equatorial pela Petrobras. Segundo ele, o País perdeu “tempo demais” até que fosse permitida a atuação da Petrobras na região, mas a companhia agora trabalha intensamente, com potencial de que se torne uma fronteira de exploração semelhante à do pré-sal. Mercadante defendeu um plano diretor para o oceano, que forneça informações científicas precisas e evite “achismo ou lobbies, às vezes com interesses ocultos, que tentam impedir o desenvolvimento do país, alegando o que não necessariamente ocorre, né, como nós vimos na Margem Equatorial”.

“E a Petrobras tem muita ciência, tem muita sabedoria, muita vivência e tem equipamentos muito modernos”, defendeu. “É inexorável que a mineração marítima cresça. Agora, como é que nós queremos que isso avance? Nós queremos que avance com a segurança dos recursos naturais estratégicos dos oceanos, com sustentabilidade, com respeito à biodiversidade”, acrescentou.

Contato: daniela.amorim@estadao.com

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