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3 de junho de 2026
Por Guilherme Nannini
São Paulo, 03/06/2026 – O governo da Argentina oficializou, nesta quarta-feira, por meio do Decreto Nº 423/2026, um programa de redução gradual nos direitos de exportação (conhecidos como retenciones) cobrados sobre grãos e subprodutos agroindustriais. A medida, segundo o documento, vai diminuir a carga tributária, garantir previsibilidade ao setor e incentivar os investimentos e a inserção internacional do país. Para as cadeias do trigo e da cevada, a normativa estabelece um corte imediato de 2% nas alíquotas, que passa a vigorar a partir amanhã (4), com o objetivo de estimular o potencial de plantio da nova safra 2026/27.
Para as demais culturas, como soja, milho, girassol, sorgo e seus derivados, o governo argentino fixou um cronograma de desoneração progressiva que será executado entre janeiro de 2027 e dezembro de 2028. No caso específico do complexo soja, as tarifas vão recuar 0,25% por mês ao longo de 2027 e, a partir de janeiro de 2028, a redução passará a ser de 0,5% mensal. A nova regulamentação permite que os exportadores registrem imediatamente as Declarações Juradas de Vendas ao Exterior (DJVE) para embarques programados a partir de janeiro de 2027 já sob o amparo das taxas reduzidas.
O decreto zera, ainda, a alíquota aplicável ao biodiesel fabricado a partir de óleos alternativos, como cártamo, colza, carinata e camelina. O objetivo da isenção é fomentar novas cadeias de biocombustíveis, com foco no suprimento para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF).
Contato: guilherme.nannini@estadao.com
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