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2 de junho de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 02/06/2026 – A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Bioenergia Brasil saíram em defesa do etanol brasileiro após questionamentos do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre o acesso do produto norte-americano ao mercado brasileiro. As entidades afirmaram, em nota, que a tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado segue as regras do Mercosul e não representa uma medida contra aos Estados Unidos. “A tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul e não constitui uma medida direcionada especificamente aos Estados Unidos”, disseram, na nota.
Em posicionamento conjunto, as associações também destacaram que os próprios Estados Unidos mantêm, há décadas, mecanismos de proteção ao mercado de açúcar. Segundo as entidades, o sistema norte-americano de tarifas e cotas restringe as exportações brasileiras ao país a um volume que representa menos de 1% do total embarcado pelo Brasil.
A Unica e a Bioenergia Brasil reforçaram ainda a relevância do etanol brasileiro no contexto da transição energética global. De acordo com as entidades, o biocombustível é reconhecido internacionalmente como uma das alternativas mais eficientes para a descarbonização dos transportes, por combinar “baixa intensidade de carbono, critérios robustos e auditáveis de sustentabilidade e contribuição efetiva para a redução das emissões de gases de efeito estufa”.
As associações ressaltaram que o etanol produzido no Brasil está alinhado às principais agendas globais de segurança energética, desenvolvimento sustentável e redução de emissões, consolidando-se como uma ferramenta estratégica para o avanço dos compromissos climáticos.
No comunicado, a Unica e a Bioenergia Brasil manifestaram confiança na atuação do governo brasileiro diante da controvérsia comercial. As entidades afirmaram esperar que o tema seja conduzido “com responsabilidade, firmeza e competência diplomática, em defesa dos interesses estratégicos do País”.
Por fim, defenderam que eventuais divergências comerciais sejam resolvidas por meio do diálogo e da negociação, preservando a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos e a agenda comum de promoção dos biocombustíveis e da transição energética.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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