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LCA: tarifa de 25% dos EUA ao Brasil deve ter impacto principalmente no curtíssimo prazo

2 de junho de 2026

Por Letícia Correia

São Paulo, 2/6/2026 – A partir do anúncio da nova medida do governo dos Estados Unidos de uma tarifa adicional de 25% sobre diversas importações brasileiras, Verônica Cardoso, diretora da LCA, avalia que o impacto deve ocorrer majoritariamente no curtíssimo prazo, semelhante ao tarifaço do ano passado.

Cardoso explica que há uma menor possibilidade de reversão completa da medida, mas que as negociações devem trazer um arrefecimento da decisão com o passar do tempo. “Em 2025, a partir de conversas do governo brasileiro com os EUA, a lista de isenção foi aumentando, o que pode se repetir”, observa.

Os efeitos para a balança comercial brasileira devem ser moderados. Cardoso reforça que, assim como no ano anterior, o País segue indicando um período “excepcional” para as exportações, o que pode compensar a queda das vendas para os Estados Unidos devido às novas tarifas.

A despeito do anúncio de hoje, a medida só deve entrar em vigor na segunda quinzena de julho. A economista explica que a decisão vai passar por uma consulta pública nos próximos dias, e depois por uma audiência final no início de julho.

Os setores agroindustrial e de máquinas são apontados como os mais suscetíveis a impactos, segundo Cardoso. “O setor produtivo brasileiro terá que tomar medidas para ajudar a manter sua competitividade e suas vendas. Isso inclui ajustar prazos, contratos, capacidade de entrega e condições de pagamento”, afirma.

Na análise da LCA reforça que a lista completa dos itens que sofreram tarifa adicional e quais serão isentos, trará maiores desdobramentos e repercussões.

Contato: leticia.silva@estadao.com

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