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25 de maio de 2026
Por Bruna Camargo
São Paulo, 25/05/2026 – A combinação de tensões geopolíticas persistentes, aumento dos gastos militares e busca global por ativos de proteção levou a Global X ETFs a reforçar sua aposta em dois segmentos considerados estratégicos para os próximos anos: empresas exploradoras ou desenvolvedoras de ouro e companhias de tecnologia de defesa. Na avaliação da gestora, os dois temas tendem a se beneficiar de um cenário internacional marcado por fragmentação geopolítica, reindustrialização militar e maior demanda por ativos reais.
A leitura da Global X é de que o ouro voltou a ocupar um papel central nas carteiras globais após anos de juros elevados e aumento da volatilidade política e econômica. O movimento recente de valorização do metal estaria ligado não apenas ao comportamento tradicional de proteção em momentos de aversão a risco, mas também a uma demanda estrutural de bancos centrais, especialmente em economias emergentes.
O metal renovou máximas históricas em 2024 e 2025 em meio ao aumento das tensões geopolíticas e à busca por ativos com baixa correlação em relação às bolsas globais. Dentro dessa tese, a gestora avalia que empresas exploradoras e desenvolvedoras de ouro oferecem uma exposição potencialmente mais agressiva ao ciclo de valorização do metal, já que tendem a apresentar maior sensibilidade às oscilações do preço da commodity.
Paralelamente, a Global X vê uma mudança estrutural no setor de defesa global, impulsionada pelo avanço de conflitos regionais, pela disputa tecnológica entre potências e pela modernização militar em diversos países. Segundo dados citados pela casa, os gastos militares globais atingiram US$ 2,7 trilhões em 2024, com crescimento anual de 9,4%, no ritmo mais acelerado desde o fim da Guerra Fria.
Na avaliação da gestora, o setor de defesa deixou de ser visto apenas como uma indústria tradicional ligada a armamentos e passou a incorporar tecnologias avançadas, como inteligência artificial, análise de dados, cibersegurança, robótica, drones, satélites e sistemas autônomos.
É nesse contexto que a Global X lança hoje na B3 dois novos BDRs de ETFs temáticos: o GOEX39, ligado a empresas exploradoras e desenvolvedoras de ouro, e o SHLD39, voltado a companhias de tecnologia de defesa.
O GOEX39 replica o Solactive Global Gold Explorers & Developers Total Return Index, composto por 25 a 50 empresas globais. As maiores posições incluem Coeur Mining (6,63%), Hecla Mining (5,39%), Alamos Gold (4,43%), DPM Metals (4,13%) e Equinox Gold (3,99%), com concentração geográfica no Canadá (~60%), Estados Unidos (~20%) e Austrália (~10%). A taxa de administração do GOEX39 é de 0,65% ao ano.
Já o SHLD39 replica o Global X Defense Tech Index, composto pelas maiores empresas globais com pelo menos 50% da receita proveniente de tecnologia de defesa, o chamado critério Pure Play. O fundo contempla três sub temas centrais: Cibersegurança, Tecnologia de Defesa e Sistemas Militares Avançados. O portfólio atual é composto por 49 empresas, com destaque para Lockheed Martin (8,49%), RTX (7,52%), Palantir (6,63%), General Dynamics (6,83%) e Rheinmetall (6,12%), e exposição geográfica liderada pelos Estados Unidos (58%), seguido por Alemanha, Coreia do Sul, Reino Unido, França e Suécia. A taxa de administração é de 0,50% ao ano.
Contato: bruna.camargo@estadao.com
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