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20 de maio de 2026
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 20/05/2026 – A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou de 62,2 milhões para 62,5 milhões de toneladas a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026, alta de 0,5% em relação à estimativa divulgada em abril. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no País e avanço de 6,5% ante os 58,698 milhões de toneladas consolidadas em 2025.
A revisão no processamento veio acompanhada de aumento na safra e na produção de derivados. A Abiove aumentou de 177,8 milhões para 180,1 milhões de toneladas a estimativa para a produção de soja no Brasil em 2026, alta de 1,3%. Com isso, a projeção para a produção de farelo subiu de 47,9 milhões para 48,1 milhões de toneladas, aumento de 0,4%, enquanto a de óleo de soja avançou de 12,5 milhões para 12,55 milhões de toneladas, também alta de 0,4%.
Nas exportações, a entidade ajustou de 113,6 milhões para 114,1 milhões de toneladas a projeção de embarques de soja em grão neste ano, alta de 0,4% ante o relatório anterior e volume 5,5% acima das 108,181 milhões de toneladas exportadas em 2025. As vendas externas de farelo passaram de 24,6 milhões para 24,8 milhões de toneladas, avanço de 0,8%, enquanto as de óleo foram revistas de 1,55 milhão para 1,6 milhão de toneladas, aumento de 3,2%.
Do lado da oferta, a Abiove manteve em 900 mil toneladas a projeção de importação de soja para 2026. As importações de óleo e farelo também ficaram estáveis, em 125 mil e 1 mil toneladas, respectivamente. No mercado interno, o consumo de farelo foi revisto de 20,6 milhões para 20,7 milhões de toneladas, alta de 0,5%, enquanto o de óleo foi mantido em 10,9 milhões de toneladas.
Nos estoques, a entidade manteve em 6,815 milhões de toneladas a estimativa de estoque inicial de soja, mas elevou de 6,762 milhões para 8,245 milhões de toneladas o estoque final do grão, alta de 21,9%. No farelo, o estoque inicial permaneceu em 2,095 milhões de toneladas, enquanto o final foi reduzido de 4,796 milhões para 4,696 milhões de toneladas, queda de 2,1%. No óleo, os estoques inicial e final foram mantidos em 661 mil e 836 mil toneladas, respectivamente.
Em nota, a Abiove afirmou que a atualização das estimativas reforça a perspectiva de recorde no esmagamento, “impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados”. Segundo a entidade, o avanço do processamento amplia a oferta de produtos de maior valor agregado, como farelo e óleo de soja.
Os dados mensais também mostraram um ritmo mais forte da indústria. Em março, o processamento de soja somou 4,995 milhões de toneladas, alta de 25,8% em relação a fevereiro e de 5,9% ante março de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual amostral. No acumulado do primeiro trimestre, o esmagamento alcançou 12,8 milhões de toneladas, aumento de 9,8% na comparação com igual período do ano passado.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
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