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BC/Nilton: diferença entre calibração e afrouxamento é que BC não quer juro no neutro

28 de maio de 2026

Por Eduardo Laguna e Francisco Carlos de Assis

São Paulo, 28/05/2026 – O diretor de política monetária do Banco Central (BC), Nilton David, reiterou hoje o plano de manter os juros em terreno restritivo, dada a desancoragem das expectativas de inflação. Segundo o diretor, a opção do BC por descrever o ciclo de juros atual como uma “calibração”, e não um “afrouxamento”, deixa claro o objetivo de manter a Selic em terreno restritivo – isto é, acima da taxa neutra – ao fim do processo.

“A diferença de calibração para um processo de afrouxamento é que o objetivo do Banco Central não é chegar no neutro”, disse o diretor durante o Pine Macro Day, fórum promovido pelo banco Pine.

Ele reafirmou que as expectativas desancoradas incomodam bastante o Banco Central, demandando uma política monetária mais contracionista do que seria caso as previsões estivessem dentro da meta no horizonte relevante da política monetária, que vai até dezembro de 2027.

Ao falar sobre os impactos da escalada dos conflitos no Oriente Médio, que levaram a uma disparada nos preços do petróleo, Nilton assegurou que o BC está atento a esta “perturbação relevante” e não vai permitir sua transmissão para a inflação para além do horizonte relevante.

Contatos: eduardo.laguna@estadao.com; francisco.assis@estadao.com

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