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Fausto Macedo: Novo alvo do Master delatou na Lava Jato e pede a Gilmar Mendes devolução de multa

26 de maio de 2026

Por Luiz Vassallo, Fausto Macedo e Felipe de Paula, do Estadão

São Paulo, 26/05/2026 – Conhecido personagem da Operação Lava Jato, o delator Ricardo Siqueira Rodrigues voltou a ser alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o Banco Master. O lobista, que tenta anular sua colaboração e receber R$ 10 milhões de volta, agora é suspeito de intermediar aportes do Rioprevidência no Banco Master.

Procurada, sua defesa não se manifestou.

Rodrigues foi alvo de buscas e apreensões nesta terça-feira, 26, autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A PF afirma que o delator foi responsável pela intermediação política que viabilizou os aportes de R$ 970 milhões do Rioprevidência em letras financeiras do Master.

A investigação identificou trocas de mensagens entre o delator e o banqueiro. Nos diálogos, Rodrigues afirma a Vorcaro que os aportes do RioPrevidência em letras financeiras do banco dependiam de alinhamento político. Ele ainda disse que o fundo teria um “dono”.

“Daniel, quero deixar registrado aqui meu agradecimento a toda a equipe que você disponibilizou desde novembro. Atingimos a meta estabelecida em apenas 45 dias, o banco foi o segundo maior captador de LF [letra financeira] nesse período e temos um pipeline para o primeiro semestre já em reta final de mais de bilhão”, disse Siqueira a Vorcaro.

Devolução da multa

Rodrigues é um dos delatores que tentam anular seus acordos de colaboração na Justiça. Em 2025, ele pediu diretamente ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para que reconhecesse a nulidade de seu acordo e determinasse a devolução de R$ 10 milhões que pagou a título de multa. Ele tenta pegar carona em uma decisão que suspendeu a multa aplicada ao ex-senador Delcídio do Amaral. Na ocasião, ministros acompanharam o voto de Gilmar.

O ministro ainda não decidiu. Em parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra o pedido de Rodrigues. “Os pagamentos são fundamentados na confissão da origem ilícita dos valores, mediante manifestação de vontade livre e consciente, com assistência técnico-jurídica”, disse Gonet.

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