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1 de outubro de 2025
Por Wilian Miron
São Paulo, 01/10/2025 – O anúncio feito pela Dasa de que a empresa fechou um acordo para vender operações na Argentina foi lido positivamente pelo mercado, que enxerga uma simplificação da estrutura operacional da companhia, que ficará mais focada no negócio principal, de diagnósticos. Às 13h05, as ações da companhia subiam 4,65%, a R$ 1,35 por ativo.
O acordo fechado ontem, 30, inclui a Diagnóstico Maipú por Imágenes e a Medical Investment, além da Mantris, subsidiária voltada à saúde ocupacional, e colocará R$ 700,8 milhões no caixa do grupo controlado pela família Bueno. Segundo a companhia, em comunicado, o Ebitda (resultado operacional) combinado dessas empresas nos 12 meses de 2024 foi de R$ 118 milhões.
Na avaliação de analisas de mercado, isso poderá baixar o endividamento da companhia, dos R$ 6,8 bilhões reportados no segundo trimestre deste ano, para R$ 6,1 bilhões. Com isso, a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e o Ebitda, pode alcançar 2,4 vezes, na avaliação dos analistas do BTG Pactual, Samuel Alves e Maria Resende.
“Em nossa visão, a transação reduz riscos no balanço e é claramente positiva tanto para investidores de ações quanto de crédito”, destacam.
Outro ponto visto como positivo pelo mercado é que a operação serve como uma sinalização de que a empresa da família Bueno poderá se desfazer de outros ativos e participações menores. A medida segue a estratégia de reduzir exposição em negócios de baixa sinergia com seu negócio no Brasil.
Segundo uma fonte ouvida pela Broadcast e que aceitou falar sem ter o nome revelado, a empresa ainda pretende se desfazer de hospitais e clínicas que não foram incluídas na parceria feita recentemente com a Amil para a formação da Rede Américas. Entre os ativos que podem ser vendidos, estão a hospitais e clínicas AMO, na Bahia, e o Hospital São Domingos, no Maranhão. Procurada, a Dasa informou que não há nenhuma negociação destas instalações em andamento atualmente.
Contato: wilian.miron@estadao.com
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