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Ex-estrela, oi dá adeus à Bolsa valendo centavos

11 de novembro de 2025

Por Mateus Fagundes e Amélia Alves

O fim da novela da Oi, com a falência decretada pela Justiça nesta segunda-feira, representa também o ponto final na história de papéis que chegaram a ser queridinhos do mercado doméstico por anos e que agora valem centavos.

A então Telemar desembarcou na Bolsa no fim dos anos 1990, na esteira das privatizações do setor de telefonia do País. Em 2003, os papéis do grupo chegaram a ser, juntos, os de maior peso no Ibovespa, superando os pesos-pesados Petrobras, Vale e bancos.

Em 2007, a marca Telemar deixou de existir, sendo substituída pela Oi. Foi quando o projeto da supertele nacional foi concebido. Gradualmente, contudo, os papéis foram perdendo espaço na carteira teórica do principal índice de ações brasileiro.

Em 2012, a empresa passou por uma reestruturação, e os então sete papéis do grupo (TNLP3, TNLP4, TMAR3, TMAR5, TMAR6, BRTO3 e BRTO4) se transformaram em apenas OIBR3 e OIBR4. As ações integraram o Ibovespa em algumas ocasiões, mas seguiam perdendo o apelo dos investidores, já cada vez mais preocupados com o rumo da companhia.

Depois da entrada na primeira recuperação judicial, em 2016, os papéis nunca mais voltaram a fazer parte do Ibovespa. No caminho até a derrocada final, houve grupamentos de ações para atender exigências da B3.

Com a decisão judicial, a B3 anunciou a suspensão das negociações com os valores mobiliários da Oi. A medida foi tomada com base no artigo 43 do Regulamento de Emissores e no artigo 83, inciso IV, do Regulamento de Negociação da Bolsa. Não foi informado nem quando nem se os papéis voltarão a ser negociados.

Na prática, no entanto, não é esperado um retorno das negociações da Oi, uma vez que a empresa entrou em falência e a possibilidade de reversão desse quadro é bastante remota. Assim, a ação ON (OIBR3) encerrou o pregão a R$ 0,18, uma perda diária de 35,71% e de 86,57% no ano. A preferencial (OIBR4) recuou 47,85% no dia, para R$ 2,43, acumulando baixa de 73,03% em 2025. O valor de mercado ficou em R$ 62,97 milhões.

O artigo 71 do Regulamento de Negociação da Bolsa estabelece que, após a suspensão da negociação por decretação de falência, ocorrerá um leilão dos papéis para apurar o preço que será utilizado para liquidar as posições em aberto de derivativos, empréstimos, falhas de entrega de ativos e recompras. Procurada pela Broadcast, a B3 informou que esses próximos passos serão analisados.

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