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25 de maio de 2026
Por Julia Maciel
São Paulo, 25/05/2026 – A moagem total de trigo no País atingiu 13,275 milhões de toneladas em 2025, volume 0,6% superior ao registrado no ano anterior. O acréscimo foi de 76.254 toneladas no período, segundo dados da Pesquisa de Moagem 2025, divulgada pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), nesta segunda-feira.
A taxa média de utilização da capacidade instalada da indústria foi de 76,6%, conforme o levantamento conduzido em parceria com a consultoria Demanda. O presidente executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, afirmou em nota que o resultado sinaliza um ambiente de consumo sustentado pela oferta da indústria ao varejo e ao setor de alimentos. A extração de farinhas ficou em 76,8%.
O Paraná concentra o maior volume processado no País, com 3,922 milhões de toneladas, o equivalente a 30% da moagem total da amostra. Apesar da liderança, o processamento paranaense recuou 1,1% em relação a 2024. A região Norte e Nordeste moeu 3,503 milhões de toneladas (26%), com crescimento de 4,7%.
A pesquisa apontou que o Rio Grande do Sul registrou moagem de 2,002 milhões de toneladas (15%), alta de 3,1%. São Paulo apresentou queda de 7,6% no volume processado, totalizando 1,725 milhão de toneladas (13%). O conjunto formado por Centro-Oeste, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo processou 1,542 milhão de toneladas (12%), com variação de 0,1%. Santa Catarina moeu 577,6 mil toneladas (4%), aumento de 7,8%.
O levantamento também detalhou a utilização de trigo importado por região, indicando que nas regiões Norte e Nordeste, 95% da matéria-prima moída tem origem externa. Em São Paulo, o índice de trigo importado é de 72%, enquanto no agrupamento Centro-Oeste, MG, RJ e ES a participação é de 64%. A dependência de importações é menor no Rio Grande do Sul (18%), Paraná (17%) e Santa Catarina (8%).
No mix de produtos do Brasil, o segmento de panificação e pré-misturas detém 30% de participação na destinação das farinhas. A indústria de massas responde por 18% e a de biscoitos por 12%. As embalagens de 1 kg somam 10% do total, seguidas por pães industriais e embalagens de 5 kg, ambos com 9%.
De acordo com Barbosa, o setor amplia a diversificação da oferta para atender nichos de mercado e exigências de segmentos da cadeia de alimentos. A amostra da pesquisa compreendeu 105 empresas e 140 plantas moageiras.
Contato: julia.maciel@estadao.com
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