Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
22 de maio de 2026
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 22/05/2026 – As chuvas de maio melhoraram as condições de parte das lavouras no País, mas não chegaram com força suficiente para afastar perdas no milho segunda safra plantado mais tarde no centro do Brasil e no Matopiba, região que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados de 1º a 21 de maio, a safra 2025/26 tem um quadro dividido: há recuperação em áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e Pará, enquanto Goiás, Minas Gerais e parte do Matopiba seguem pressionados pela falta de água no solo.
De acordo com a Conab, os maiores volumes de chuva ocorreram no norte da Região Norte, no leste do Nordeste e em parte da Região Sul. A melhora beneficiou o milho segunda safra no Pará e no Paraná e permitiu o início da semeadura do feijão e do milho terceira safra no Sealba, que abrange áreas de Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia. Em Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e São Paulo, chuvas mais intensas em alguns períodos, junto com temperaturas mais baixas, ajudaram a manter a umidade do solo e o desenvolvimento da maioria das lavouras.
O problema continua nas áreas em que a chuva falhou ou chegou tarde. Em Goiás, a Conab informou que grande parte das lavouras entrou na fase reprodutiva e que a redução ou ausência de precipitações “já compromete o potencial produtivo da cultura em todo o Estado”, com as plantadas mais tarde como as mais afetadas. Em Minas Gerais, as chuvas fracas e irregulares também reduziram o potencial do cereal, e algumas áreas ainda em desenvolvimento vegetativo não deverão ser colhidas.
Em Mato Grosso, a avaliação é mais favorável. Na maior parte das regiões, as precipitações foram suficientes para o enchimento de grãos. A exceção está em algumas áreas do leste do Estado, semeadas mais tarde, onde a redução das chuvas diminuiu o potencial produtivo. No Paraná, a água atendeu à necessidade do milho segunda safra, mas as baixas temperaturas e geadas pontuais no sudoeste, oeste e centro-oeste prejudicaram lavouras em algumas áreas.
A leitura por imagens de satélite reforça o quadro misto. O índice de vegetação, usado para acompanhar o vigor das plantas, ficou próximo do registrado na safra passada na maior parte das áreas monitoradas e melhorou em Mato Grosso do Sul e no Paraná pela maior regularidade das chuvas em maio. Em Goiás, Minas Gerais e no Matopiba, porém, houve deterioração do índice, principalmente pela ausência de precipitações nos períodos mais recentes. No Matopiba, o boletim aponta ainda atraso no plantio e possível redução de área, com o índice de vegetação caindo no último período analisado, o que a Conab interpreta como antecipação do ciclo das lavouras mais tardias e possível redução do potencial produtivo.
Na soja, a colheita está praticamente encerrada. No Rio Grande do Sul, 97% das áreas já foram colhidas. Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Tocantins finalizaram os trabalhos. No Maranhão, a operação foi concluída no sul do Estado e avança nas demais regiões. No Pará, terminou nos polos da BR-163 e de Redenção e se aproxima do fim nas demais áreas, mesmo com chuvas frequentes.
No trigo, o Paraná apresenta boas condições, com lavouras em emergência favorecidas pela queda das temperaturas. Em Mato Grosso do Sul, as chuvas garantiram boa germinação e início adequado das lavouras. Em São Paulo, o plantio está praticamente concluído. Em Goiás e Minas Gerais, o trigo de sequeiro segue em atenção pela falta de chuva e pelas temperaturas elevadas.
No algodão, Mato Grosso tem desenvolvimento satisfatório, com mais da metade das áreas em maturação. Na Bahia, o clima segue favorável, com a maior parte das lavouras em formação de maçãs. Em Goiás, a ausência de precipitações acelerou a maturação e a abertura de capulhos, mas lavouras de sequeiro no sudoeste do Estado enfrentam limitações no enchimento final das maçãs nas partes superiores das plantas.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
Veja também