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17 de março de 2026
Por Juliana Garçon
Rio, 17/03/2026 – A carteira de participações do BNDES rendeu R$ 54,8 bilhões nos últimos três anos, puxada pelo recebimento de proventos (R$ 25,7 bilhões), pela valorização das ações no portfólio (R$ 23,7 bilhões) e pela venda de papéis (R$ 5,4 bilhões). Em entrevista exclusiva ao Broadcast, o diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do banco, Alexandre Abreu, destacou que o desempenho superou os principais referenciais do mercado: “De 2023 a janeiro de 2026, a carteira do BNDES avançou 28,95%”.
Desde janeiro de 2023, a carteira de participações do banco cresceu 38% e fechou em R$ 86,4 bilhões no quarto trimestre de 2025. A cifra supera a marca de R$ 82 bilhões registrada no mesmo período do ano anterior, mas não alcança o pico de R$ 87,6 bilhões apurado no primeiro trimestre de 2025.
No período, o banco vendeu R$ 5,4 bilhões em ações e, segundo o diretor Financeiro e de Mercado de Capitais, Alexandre Abreu, retomou a estratégia de se desfazer de participações maduras em operações “com alguma vantagem”, citando como exemplo a saída da Copel, que injetou R$ 400 milhões no caixa do BNDES. Outro exemplo foi o acordo com a JBS a JBS na listagem do frigorífico no exterior, que prevê pagamento de R$ 500 milhões ao banco caso as ações não se valorizem. “Vendemos participações maduras e com vantagem, como Copel e JBS.”
No período, o banco também reduziu a participação no capital da Energisa e anunciou nesta segunda-feira a aprovação de R$ 1 bilhão para a empresa investir e melhorar a distribuição de energia no Acre, Tocantins e Mato Grosso.
No fim de 2025, a carteira do BNDES era formada por R$ 81,5 bilhões em ações e R$ 4,9 bilhões em cotas de fundos de investimento, segmento que atingiu nível histórico. Segundo o diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do BNDES, Alexandre Abreu, a instituição pretende ampliar essa fatia: “Pretendemos aumentar o volume dos fundos”.
Para isso, o banco lançou um edital público, a chamada de Clima, para selecionar fundos privados que receberão recursos do BNDES e investirão em projetos climáticos, inclusive por meio da compra de participações. Nesse modelo, os aportes nas empresas serão feitos pelos fundos, e não diretamente pelo banco de fomento.
Segundo as estimativas mencionadas, o braço de participações BNDESPar tem orçamento de até R$ 4,9 bilhões. A Chamada de Clima foi de R$ 4,3 bilhões, com potencial de mobilização de cerca de R$ 15 bilhões quando somado capital privado.
Papel do banco
Abreu defendeu a atuação do banco no desenvolvimento econômico e argumentou que a presença do Estado em empresas estratégicas é uma prática adotada em outros países. “Não me parece correto dizer que o Estado não deve investir em empresas estratégicas”, afirmou.
Para sustentar o ponto, citou exemplos internacionais e disse que “A China é um modelo de gestão onde o Estado está presente na economia e está dando supercerto de qualquer ponto de vista”, mencionando ainda Japão e Coreia, onde, segundo ele, há presença forte do Estado na economia, além da Europa. Abreu também afirmou que, “Os EUA, berço do capitalismo, tem anunciado investimentos do Tesouro americano em empresas.”
Contato: juliana.garcon@estadao.comRP
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