Conheça o lado descontraído de executivos que comandam milhares de funcionários, mas não abrem mão do álbum e do bolão
5 de junho de 2026
Por Eliane Sobral*
O que Rodrigo Cannaval, Beto Abreu, Diego Barreto, Licio Cintra, Gustavo Pimenta, Dennis Herszkowicz e Rodrigo Visentini têm em comum, além de dirigirem grandes empresas? Palpites para a Copa do Mundo e algumas figurinhas para trocar. “Já completei um álbum e agora estou ajudando os meus filhos a completar os deles”, afirma Dennis Herszkowicz que, como CEO da Totvs comanda um time de 13 mil funcionários e operações em mais de 40 países.
Conhecido não só pelo peso da empresa que dirige -lucro de R$ 252 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 17% sobre igual período do ano passado – como pela paixão pelo futebol, Herszkowicz ficou famoso no mundo dos negócios por levar consigo uma mesa de futebol de botão para as companhias em que dá expediente.
Na Totvs há até um campeonato, que ele venceu ano passado, segundo diz. “Empresa de tecnologia é cérebro e precisa de gente criativa, ambiente leve. Quando isso vem do CEO, mostra que a empresa presa por tudo isso”, resume o executivo que costuma aproveitar a hora do almoço para trocar figurinhas com os colegas. Não figurinha de indicadores financeiros. Figurinhas com os craques da Copa do Mundo de 2026 que, acredita ele, terá uma final entre Brasil e França, com vitória da nossa Seleção.
Corintiano fanático (“se eu não estiver trabalhando, pode me procurar na Neo Química Arena que estou lá!”) Herszkowicz não aposta no Brasil campeão por torcida pura e simples. Tem todo um racional por trás da afirmação, como se diz no mundo corporativo: “Ancelotti é copeiro e Copa é muito diferente de campeonato. Eu aposto mais no Ancelotti que nos jogadores da Seleção”.
Por falar em técnico italiano, Alberto Griselli, presidente da TIM Brasil, desde 2022, está otimista. Não com a Squadra Azzurra, que desde 2014 não disputa um mundial, mas com Carlo Ancelotti, que comanda o Brasil. Griselli aposta que Brasil e França fazem a final e o Brasil levanta a taça. “Se como italiano não posso torcer, só me resta sonhar”, diz o compatriota de Totò Schillaci, que saiu da reserva para ser o artilheiro da Copa de 1990. Bons tempos aqueles não, Griselli!
Não se sabe se para seguir a máxima de que ‘futebol é uma caixinha de surpresa’, ou por puro devaneio, uma final entre Brasil e França parece ser o sonho de consumo de 11 em cada dez CEOs. E daí que do outro lado estariam Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé?
Na opinião dos CEOS que participaram do “Bolão da Broadcast“, ao final desta partida dos sonhos, o Brasil dá a volta olímpica com a taça na mão. É o que imaginam Beto Abreu, presidente da Suzano, Diego Barreto, CEO do iFood, e Gustavo Pimenta, CEO da Vale, maior exportadora brasileira.
Barreto, aliás, diz que deu uma “boa adiantada” em seu álbum de figurinhas com o evento promovido pela empresa em parceria com a Editora Panini. O encontro específico para a troca de figurinhas da Copa, promovido no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, entrou para o Guinness World Records de Maior Troca de Figurinhas do Mundo. Amazing, como dizem os americanos.
Na sede do iFood, em Osasco, toda terça é dia de trocar figurinha. “É uma tradição muito forte”, diz o CEO da empresa, que atende 180 milhões de pedidos por ano e é um dos 12 patrocinadores da Seleção Brasileira. Beauty, como dizem os canadenses.
Mais habituados a falar dos resultados de suas empresas do que arriscar palpites para a Copa, alguns CEOs, preferem não se expor diante de suas respectivas torcidas. “A final da Copa do Mundo vai ser entre Argentina e Brasil, pois temos operações nos dois países. Quem ganha? O futebol! Não posso deixar nem os colaboradores do Brasil, nem os da Argentina tristes”, desconversa Rodrigo Cannaval, CEO da Unipar. Hombre de Dios!, como dizem os mexicanos.
Correndo por fora, mas não muito, estão os CEOs da Unilever Alimentos, Rodrigo Visentini, e da Rede Américas, Licio Cintra, que apostam em Brasil de um lado e Espanha do outro, no caso de Visentini, ou, sonho dos sonhos, Argentina como adversária, na opinião do CEO da Rede Américas.
Seja como for, a maior Copa de todos os tempos está aí. Começa na próxima quinta-feira, 11, com 48 seleções nacionais e 39 dias de competição, realizada em três países: Canadá, Estados Unidos e México. E já que estamos falando em palpites, esta que vos escreve apostaria em Portugal e França na final, com Cristiano Ronaldo erguendo a taça!
*Colaboraram: Circe Bonatelli, Gabriel Baldocchi e Talita Nascimento
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