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27 de fevereiro de 2026
Por Julia Maciel
São Paulo, 27/02/2026 – A diretoria da M. Dias Branco projeta um cenário otimista para o volume de vendas em 2026, sustentado por mudanças macroeconômicas e o calendário de eventos. Segundo o diretor de Novos Negócios e Relações com Investidores da companhia, Fabio Cefaly, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda deve liberar renda disponível que será canalizada para o consumo de categorias resilientes. “Uma parcela grande da população, principalmente no Nordeste, vai se beneficiar. Acreditamos que boa parte desses recursos deve ir para o consumo”, afirmou o executivo em teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre e do ano de 2025, nesta sexta-feira.
O vice-presidente de Investimentos e Controladoria, Gustavo Theodozio, reforçou o otimismo. Segundo o executivo, cerca de 85% das famílias do Nordeste, o principal mercado da companhia, ganham menos de R$ 5 mil e serão afetadas positivamente pela isenção. Além disso, Theodozio destacou que fatores sazonais e extraordinários devem ajudar as margens da companhia. “Temos também eleição e Copa do Mundo em 2026, que movimenta a categoria de snacks, o que ajuda muito. Olhando para o ano, a companhia está bem otimista em relação aos volumes”, disse Theodozio.
Canetas emagrecedoras
A M. Dias Branco informou que o avanço do uso de medicamentos para perda de peso, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, não teve impacto relevante nos volumes de venda de massas e biscoitos da companhia em 2025 e não deve apresentar efeitos significativos em 2026. Segundo o vice-presidente de Investimentos e Controladoria, Gustavo Theodozio, embora o tema seja monitorado de perto pelo conselho da companhia, a penetração desses tratamentos no Brasil ainda é pequena e cercada de incertezas. “Sendo super pragmático, é uma tendência, um mercado que cresce, mas ele ainda tem uma penetração muito pequena”, afirmou o executivo nesta sexta-feira.
Theodozio comentou que, apesar de relatos no varejo sobre queda no consumo de categorias básicas, como arroz, a M. Dias Branco não vê um reflexo direto em seus resultados imediatos. O executivo ressaltou que a busca por produtos saudáveis é uma tendência anterior aos medicamentos e que a empresa já se posicionou para atender a esse novo perfil de consumo. “Essa tendência de saúde vem muito antes das canetas. Começou com glúten, depois o sódio, e agora vem a perda de peso voltada para ganho de proteína”, disse.
O executivo lembrou que a aquisição de marcas do segmento “fit” em 2021 e 2022 fez parte da estratégia de longo prazo. De acordo com Theodozio, o pipeline de Pesquisa e Desenvolvimento da companhia está focado na criação de categorias que atendam a essa demanda futura. “A companhia está atenta e acompanhando todos os estudos, mas o efeito (das canetas) ainda é muito pequeno”, reforçou.
Contato: julia.maciel@estadão.com
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