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5 de janeiro de 2026
Por Jean Mendes
São Paulo, 05/01/2026 – Brasil e México, as maiores economias da América Latina, possuem muitas diferenças. Mas, em um ponto, brasileiros e mexicanos convergem: a preferência pelo investimento em renda fixa.
Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e da Associação Mexicana de Instituições de Bolsa de Valores (AMIB, na sigla em espanhol), a maior parte dos fundos de investimento brasileiros e mexicanos reside na renda fixa.
No Brasil, 5.458 dos 32.989 fundos são desse segmento, considerado mais conservador. Juntos, eles respondem por 41,06% do patrimônio líquido da indústria brasileira. No México, 250 dos 632 fundos de investimento estão concentrados em renda fixa. Juntos, eles respondem pelo total de 74,37% do total sob gestão via fundos no país.
Na Webull, plataforma de investimentos globais com atuação em ambos os países, os números são parecidos. Os clientes mexicanos investem cerca de 80% de seus recursos na renda fixa, enquanto, entre os brasileiros, esse valor é de 55%.
Hugo Mathecowistch, fundador da A55 e que atua no Brasil e México, explica que existem muitas diferenças entres os dois países, mas a maior está na sofisticação do mercado de capitais no Brasil, que, na sua visão, está muito à frente do mexicano.
“Não é que o México esteja muito atrás. A questão é que o Brasil está muito à frente. Os Estados Unidos não chegam nem perto do Brasil em termos de sofisticação financeira. O Brasil está fora da curva”, diz Mathecowistch.
Hugo afirma que outra diferença entre as duas maiores economias latino-americanas está na educação financeira. Ele diz que, nesse quesito, o México está cerca de “15 anos atrás do Brasil”. Ele complementa: “a cultura financeira é superficial em ambos os países, mas ainda mais no México. Há uma grande limitação de alfabetização financeira em ambos”.
O diretor financeiro Regional da Webull, James Cherry, aponta que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no Brasil é um grande obstáculo para investimentos no exterior. No México, não há um tributo semelhante, o que permite que investidores façam operações rápidas nos Estados Unidos e retornem o dinheiro ao México em poucos dias.
“Temos clientes que, em uma semana, enviaram US$ 100 mil para os Estados Unidos, fizeram a compra, aguardaram alguns dias e venderam. Nunca vi isso acontecer no Brasil. A única explicação é o IOF.”
Fundos de Pensão
Um ponto de destaque tanto para Cherry quanto para Hugo são os fundos de pensão mexicanos. Na visão de ambos, os Afores, como os fundos de pensão são chamados no México, são mais desenvolvidos do que no Brasil. O fundador da fintech A55 comenta que os Afores são grandes motores de liquidez no mercado institucional mexicano.
Contato: jean.mendes@broadcast.com.br
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