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21 de maio de 2026
São Paulo, 21/05/2026 – A América Latina deve atravessar o atual choque geopolítico com mais resiliência do que outras regiões emergentes, beneficiada por uma combinação de juros reais elevados, exposição a commodities e contas externas relativamente mais sólidas. Essa é a leitura do Instituto Internacional de Finanças (IIF, na sigla em inglês) na edição mais recente do relatório Capital Flows, que descreve o momento global como um período de seleção e diferenciação – e não de estresse sistêmico.
O IIF afirma que, para emergentes, “a história é de diferenciação, e não de estresse generalizado”, com investidores direcionando recursos “cada vez mais para países com reservas mais fortes, estruturas de política críveis e menor exposição a riscos de energia e rolagem”.
A América Latina se beneficia desse filtro. Segundo o relatório, a região “continua a se sair relativamente bem, pois o carry elevado se combina com a exposição a commodities e com balanços externos resilientes”. Num box sobre câmbio e juros, o instituto reforça que “esta não é uma crise clássica de balanço de pagamentos” e que economias com “posições externas mais fortes, juros reais elevados, exposição a commodities e estruturas de política críveis continuam atraindo capital”.
Dentro desse quadro, o Brasil aparece como destaque regional. O relatório registra que “o real brasileiro permanece sustentado por juros reais altos e por um perfil externo mais forte”. Na análise específica de América Latina, o IIF também enfatiza que o País tende a ser beneficiário relativo do choque energético. “Como exportador líquido de energia, o Brasil está bem posicionado para absorver os transbordamentos do conflito com o Irã”.
O IIF quantifica o efeito. “Um aumento de US$ 10/barril no petróleo adicionaria cerca de US$ 4 bilhões (0,2% do PIB) em receitas líquidas”, ajudando a “reduzir o déficit em conta corrente para 2,4% do PIB em 2026”.
O relatório também aponta melhora recente no fluxo de investimentos direcionado ao Brasil. “As entradas de capital subiram para 5,2% do PIB em 2025, ante 3,9% do PIB em 2024”, movimento associado a “atividade resiliente apesar de juros reais elevados”. Na leitura do IIF, um pano de fundo macro de suporte deve “sustentar as entradas em ações e estabilizar os fluxos de dívida em 2026-27, apoiando o real”.
Nas projeções, o instituto vê continuidade de crescimento no Brasil, ainda que em ritmo mais moderado. O IIF prevê alta de 2,0% no PIB em 2026 e 2,2% em 2027. Para a América Latina como um todo, a projeção é de 1,9% em 2026 e 2,2% em 2027.
Contato: gustavo.nicoletta@estadao.com
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast
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