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CAE/Calheiros:Renegociação de dívidas rurais deve ter custo fiscal menor que R$ 100 bi em 10 anos

19 de maio de 2026

Por Marianna Gualter e Isadora Duarte

Brasília, 19/05/2026 – O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira que a renegociação das dívidas rurais aos moldes do projeto de lei 5.122/2023 pode custar R$ 100 bilhões em 10 anos, mas a que a tendência é que esse valor seja menor.

O cálculo do senador considera que o estoque atual de dívidas na carteira estressada é da ordem de R$ 170 bilhões e que historicamente apenas parte da carteira estressada tende a ser efetivamente objeto de renegociação.

“No ano passado, o governo federal editou a Medida Provisória nº 1.314 que reservava R$ 12 bilhões para a renegociação de dívidas. Dessas, por limitação de toda a ordem, apenas R$ 7,5 bilhões foram utilizados”, exemplificou.

O impacto fiscal estimado por Calheiros é inferior ao calculado pelo Ministério da Fazenda, que prevê que a renegociação nos moldes do projeto pode custar R$ 817 bilhões à União em 13 anos.

Na CAE, o senador afirmou que a estimativa da Fazenda não corresponde à realidade porque considerou toda a carteira agrícola como objeto de renegociação, e não apenas a estressada.

Calheiros também mencionou que para mitigar os riscos fiscais no substitutivo irá acatar emendas que limitam a fonte de recursos a serem utilizadas na renegociação. Os textos que serão aceitos foram apresentados pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Tereza Cristina (Progressistas-MS)

Contato: marianna.gualter@broadcast.com.br e isadora.duarte@broadcast.com.br

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