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Mensagens são predominantemente críticas, com queixas direcionadas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)
7 de janeiro de 2026
Por Célia Froufe
Instituições e personalidades envolvidas com a operação do Banco Master sofreram uma tentativa de assassinato de reputação nas redes sociais pouco antes da virada do ano. O movimento foi concentrado em 36 horas com picos muito claros em algumas contas que são conhecidas por alavancar novas celebridades, principalmente do mundo artístico, mas não teve o potencial de “furar a bolha” e viralizar para geradores de conteúdos mais tradicionais, como a grande mídia.
Uma série de postagens tentou colocar em xeque a credibilidade de órgãos públicos e privados, como o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em relação à operação de liquidação extrajudicial do Master, decretada em novembro pelo BC e que está sob o escrutínio do Tribunal de Contas da União (TCU). Personagens como os presidentes dessas instituições – Gabriel Galípolo e Isaac Sidney – estão entre os citados, mas, sem dúvida, o principal alvo foi o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da autoridade monetária Renato Dias Gomes.
Um levantamento obtido pela Broadcast mostra que o pico ocorreu no dia 27 de dezembro e somou 4.560 posts. Houve uma “redução significativa” da volumetria nos últimos três dias, com 132 publicações registradas nas 24 horas até o dia 5, todas provenientes do X. As mensagens mantêm um tom predominantemente crítico, com queixas direcionadas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de questionamentos ao STF e ao governo Lula.
Margerita e Calabresa
Em diferentes publicações, há fotos montadas do ex-diretor com uma caixa de pizza – em uma conta com 25,3 milhões de seguidores – ou ao lado de um poste com fios emaranhados – em página seguida por 4,1 milhões de usuários -, o que seria uma ilustração sobre a situação em que deixou a situação do setor bancário quando seu mandato venceu, no último dia 31. Gomes era tido desde antes da liquidação como uma das vozes mais duras em relação à continuidade das operações do banco de Daniel Vorcaro.
Pessoas que acompanham o assunto de perto avaliam que há um método nessa comunicação pelas redes sociais. Uma das postagens, com a foto de Gomes com uma caixa de pizza nas mãos, traz o seguinte título: “Mais rápido do que uma pizza: Renato Gomes liquida banco em 40 minutos e joga conta bilionária no seu colo”. “A gestão de Renato Gomes teria custado caro em algo que não se recompõe da noite para o dia: credibilidade, segurança jurídica e confiança institucional. Quando um órgão regulador deixa de dialogar, de explicar suas decisões e de sinalizar caminhos claros, todo o sistema sente. Bancos, investidores e o próprio mercado passam a operar no escuro, sem previsibilidade e com medo da próxima decisão relâmpago.”
O tipo de conteúdo em sites voltados a celebridades trouxe desconfiança até de alguns internautas, que fizeram questionamentos no campo de comentários. “De repente as páginas de FOFOCA resolveram falar sobre o Banco Central. Estranho.”, escreveu um deles. “Do nada uma nota sobre a atuação do Banco Central numa página de fofoca. O ano eleitoral de 2026 promete”, trouxe outro.
Acusado de gestão fraudulenta, o controlador do Master foi preso pela Polícia Federal em novembro no aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai. Foi solto dias depois, mas precisa seguir medidas restritivas, como usar tornozeleira eletrônica.
Em fevereiro do ano passado, o portal Metrópoles trouxe uma reportagem sobre o esquema que coloca famosos nos “holofotes” das redes sociais com base em um documento que expõe como funciona o modelo que transforma pessoas em assunto na internet. Segundo a reportagem, isso nem sempre ocorre de forma espontânea e ocorre por meio de uma estratégia bem estruturada e cara. A plataforma e muitas das contas citadas nas reportagens são as mesmas de agora.
A reportagem entrou em contato com o BC, a Febraban e o diretor Renato Gomes, mas ninguém quis se pronunciar sobre o caso.
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