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Fatores somados ao controle da inflação e a queda nos níveis de desemprego do País justificam o ânimo das empresas
9 de janeiro de 2026
Por Caroline Aragaki
Com a melhora no ambiente macroeconômico, 54,5% das empresas esperam ampliar o número de colaboradores em 2026, aponta pesquisa FIA – Lugares Incríveis para Trabalhar, antecipada à Broadcast. Destas, 27,2% projetam um crescimento superior a 10% em seu quadro de funcionários. Já 4,1% pretendem reduzir o número de colaboradores, com redução prevista de no máximo 10%.
Entre as empresas de grande porte, que têm mais de 1.500 funcionários, a expectativa é de criação de 871 vagas em média; para as de médio porte, entre 301 a 1.500 funcionários, espera-se a contratação de 63 em média; e para as de pequeno porte, entre 50 e 300 funcionários, a projeção é de criação de 13 vagas em média.
Fatores somados ao controle da inflação e a queda nos níveis de desemprego do País justificam o ânimo das empresas, avalia Lina Nakata, professora da FIA Business School e uma das responsáveis pelo levantamento.
“A taxa de desemprego estava por volta dos 15% nos anos 2020 e 2021, e foi diminuindo significativamente, alcançando os 5,2% em novembro de 2025 (o menor nível desde 2012). As empresas não só empregaram mais, como têm criado vagas, à medida que as carreiras se transformam e as empresas precisam absorver mais trabalhadores”, complementa.
A pesquisa indica ainda o mercado de trabalho mais aquecido a partir da rotatividade geral das empresas, que subiu de 31% em 2024 para 35% em 2025. Isso porque os profissionais tendem a receber mais ofertas de emprego.
Segundo Nakata, os setores mais aquecidos da economia demandam mais mão de obra de forma tanto temporária quanto permanente. Tecnologia, saúde, logística, energia e serviços especializados em geral são os que se destacam na capacidade de expandir o quadro de funcionários de maneira mais sustentável, sendo também os que demandam mão de obra mais qualificada, afirma.
O histórico do levantamento conta com mais de 2,5 mil organizações que já foram reconhecidas como Lugares Mais Incríveis para Trabalhar, com tomadas de decisões estratégicas e comparação nos diferentes níveis de qualidade de atuação do CEO, liderança, clima organizacional e práticas de gestão, segundo a FIA.
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