Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
Segundo fontes que acompanham de perto as discussões, contas apontam que medida será inevitável
22 de janeiro de 2026
Por Cícero Cotrim e André Marinho
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai antecipar a cobrança de cinco anos de contribuição dos seus associados para recompor o caixa após o pagamento de garantias a investidores do Banco Master, apurou a Broadcast. O plano para reforçar a liquidez do fundo também envolve a instituição de uma contribuição extraordinária mensal.
Para duas pessoas que acompanham de perto as discussões, o martelo só vai ser oficialmente batido depois de o FGC terminar os pagamentos de garantias. Mas, segundo elas, as contas apontam que vai ser inevitável adotar as medidas. O desembolso de cerca de R$ 47 bilhões até agora envolvendo o caso Master representa quase 40% da liquidez que a instituição tinha em junho de 2025, de R$ 121,128 bilhões.
Ambos os instrumentos considerados, a antecipação e a cobrança extraordinária, estão previstos nas normas do FGC. O fundo é autorizado a cobrar antecipadamente de 12 a 60 contribuições mensais, ou seja, de um a cinco anos de contribuições, sempre que as circunstâncias indicarem que o seu patrimônio necessita e receitas adicionais para fazer face às suas obrigações.
No entanto, a antecipação teria impacto no fluxo de caixa do FGC, que passaria um período equivalente sem receber recursos. Por isso, o conselho de administração do fundo deve lançar mão de uma contribuição extraordinária. Segundo o estatuto do FGC, o valor não pode ultrapassar metade da alíquota em vigor para as contribuições ordinárias.
O FGC já começou o pagamento de cerca de R$ 40,6 bilhões em depósitos garantidos do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro. Ontem, a autoridade monetária anunciou a liquidação do Will Bank, que faz parte do grupo Master.
O Fundo anunciou o acionamento do processo de garantia em favor de depositantes e investidores do Will Bank no valor estimado de cerca de R$ 6,3 bilhões, com base em dados de novembro do ano passado. A cifra final e o número de clientes elegíveis, porém, dependerão das informações entregues pelo liquidante.
O fato de a fintech fazer parte do conglomerado do Banco Master complica os cálculos, uma vez que alguns beneficiários podem já ter superado o limite de garantia. Clientes que adquiriram produtos financeiros antes da aquisição do Master, em 2024, terão o direito preservado. A partir de 31 de agosto daquele ano, nos casos das pessoas que tiverem aplicações em ambas instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, até o limite de R$ 250 mil, de acordo com o FGC.
Se o reembolso já tiver sido integralmente efetuado, não haverá ressarcimento adicional do FGC. Pela atualização mais recente, 448 mil dos 800 mil credores do Master já finalizaram o processo de solicitação das garantias. Os pagamentos começaram oficialmente na segunda-feira passada.
Veja também