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6 de janeiro de 2026
Por Ludmylla Rocha
São Paulo, 05/01/2026 – O Grupo Bolt, responsável pela importação de eletricidade da Venezuela para o Brasil desde a retomada da operação em fevereiro do ano passado, disse que não é acionada para tal desde setembro do ano passado, quando foram iniciados os testes para interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
“Com o início dos testes em setembro de 2025, o Grupo Bolt deixou de ser demandado pelo governo brasileiro e, desde então, não houve qualquer novo pedido de importação de energia da Venezuela”, disse em referência ao Linhão de Tucuruí, que foi construído e é operado pela Transnorte Energia (TNE), sociedade entre Alupar (51%) e a Axia Energia (antiga Eletrobras), com 49%.
Inicialmente, o linhão estava previsto para 2015, mas um impasse junto a indígenas em trecho do traçado atrasou a conclusão das obras em 10 anos. Já a importação de eletricidade da hidrelétrica de Guri, na Venezuela, para o Brasil começou em 2001, mas foi interrompida em 2019 pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro.
Em seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu pela retomada da importação em 2023 com o objetivo de minimizar os custos de atender Roraima, único estado do País que não era conectado à rede nacional, o SIN. Diante de dificuldades técnicas e testes, a operação, no entanto, só recomeçou, de fato, em fevereiro do ano passado, meses antes de a linha que interligou Boa Vista à Manaus, no Amazonas e, portanto, ao SIN, ficar pronta.
Durante o evento de energização do linhão, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, foi questionado se a parcela de energia importada da Venezuela para suprir Roraima poderia ser substituída pela energia trazida via SIN e respondeu que a decisão dependeria de custos e da avaliação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
À Broadcast, o Grupo Bolt disse que a operação “teve caráter excepcional” e foi feita em substituição à geração termelétrica de maior custo. “A operação sempre esteve condicionada às diretrizes das autoridades competentes e foi conduzida em alinhamento às decisões oficiais e ao interesse nacional”, completou. Procurado, o ONS não comentou até o momento.
Contato: ludmylla.rocha@broadcast.com.br
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