Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Data Feed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
24 de novembro de 2025
Por Silvana Rocha
São Paulo, 24/11/2025 – O volume diário médio de negócios (average daily trading volume, ADTV)) com os novos contratos futuros de ouro da B3, lançados em julho, encerrou outubro perto de R$ 1 bilhão – valor dez vezes maior que o observado no primeiro mês cheio de negociação.
Após um ADTV de R$ 99 milhões em agosto, o volume saltou para R$ 801 milhões em setembro e R$ 989 milhões em outubro, segundo dados obtidos antecipadamente pela Broadcast e compilados pela plataforma DataWise+, solução da B3 em parceria com a Neoway.
Segundo Bianca Maria, gerente de produtos de Cash Equities da Bolsa brasileira, o aumento no volume dos novos contratos foi impulsionado pela entrada de investidores institucionais e pessoas físicas, já que a nova modalidade oferece condições mais amigáveis aos pequenos investidores.
Os novos futuros do ouro têm um valor nocional (multiplicação do tamanho do contrato pela cotação do ativo subjacente) cerca de oito vezes menor que o futuro do ouro anteriormente disponível e podem ser operados a partir de R$ 50 em frações do contrato. Além disso, possuem liquidação exclusivamente financeira – ou seja, não há necessidade de comprar ouro fisicamente.
A alta demanda por ouro também se manifesta em outros ativos negociados na B3. O GOLD11, primeiro fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) de ouro na B3, foi lançado em 2020, mas foi em 2025 que a demanda acelerou. Em outubro deste ano, o fundo registrou ADTV de R$ 50,95 milhões, alta de 372% em relação a um ano antes, quando o volume foi de R$ 10,78 milhões.
Entre os ETFs lançados em 2025, estão o AURO11, criado em agosto, com ADTV de R$ 946,7 mil; e o GOLB11, lançado em outubro, com ADTV de R$ 30 mil. O ETF híbrido de ouro e cripto, GBTC11, teve ADTV de R$ 180 mil em outubro.
“O ETF híbrido tem cogestão da Buena Vista e da Hashdex, feita por especialistas das duas classes de ativos. É uma porta de entrada para quem quer combinar a tese defensiva do
ouro com o potencial das cripto”, afirma Bianca Maria.
No segmento de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) de ETFs de ouro, há ainda três opções listadas na B3: ABGD39, gerido pela Aberdeen; BIAU39, da BlackRock; e GDXB39, da Van Eck Associates.
Contato: silvana.rocha@estadao.com
Veja também