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18 de maio de 2026
Por Julia Maciel
São Paulo, 18/05/2026 – As entregas de fertilizantes no País devem registrar uma queda entre 10% e 15% em 2026, após o recorde de 49 milhões de toneladas em 2025. A estimativa é do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR). Em nota divulgada nesta segunda-feira, a entidade informou que o cenário decorre de conflitos geopolíticos, elevação de custos e atraso nas compras por parte dos produtores.
Segundo o Sindiadubos-PR, apenas 50% dos fertilizantes necessários para a safra de soja 2026/27 foram negociados até o momento, enquanto a média histórica para o período é superior a 60%. O atraso nas aquisições gera risco de escassez e gargalos logísticos nos portos entre junho e agosto, com possibilidade de espera de até 60 dias para o descarregamento de navios.
“A combinação dos fatores globais e domésticos, como a taxação de PIS/Cofins sobre insumos agrícolas e a tabela do frete mínimo, deve reduzir o uso de fertilizantes e, consequentemente, diminuir a produção agrícola em relação às estimativas para a safra 2025/26”, disse o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR), Aluisio Schwartz, em nota. “Dificilmente chegaremos ao recorde de produção alcançado na safra passada.”
Para Schwartz, caso a demanda por fertilizantes for retomada de última hora, o País pode enfrentar problemas de gargalo nos portos, com acúmulo de navios e longos tempos de espera, que podem chegar a até 60 dias. O presidente do Sindiadubos-PR lembra que, no ano passado, nessa época, já havia filas de 10 a 15 dias para atracação, enquanto hoje os portos estão “tranquilos”.
Em comunicado, o dirigente lembrou ainda que o agricultor também enfrenta problemas financeiros graves, como o aumento das recuperações judiciais, o que restringe o crédito no setor. “Os custos operacionais estão mais altos, com os produtores absorvendo 2% a mais pelos insumos devido à taxação do PIS/Cofins, que endureceu a fiscalização sobre o piso mínimo do frete mínimo, sem falar do forte impacto que estão sofrendo pela alta do diesel”, disse Schwartz.
De acordo com o presidente do Sindiadubos-PR, o cenário elevou a margem de risco, com o custo de produção se aproximando de 50 a 55 sacos de soja por hectare, em uma produção média de 60 sacos. “Essa é uma conta ‘muito apertada’ e de altíssimo risco, especialmente com a possibilidade de efeitos climáticos como o El Niño, que pode causar seca no Centro-Oeste”, observou Schwartz.
Contato: julia.maciel@estadão.com
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