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18 de maio de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 18/05/2026 – O Rabobank projetou recuperação da safra brasileira de café no ciclo 2026/27, com produção estimada em 73,3 milhões de sacas, em meio à melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras do País. O volume representa um cenário de recomposição da oferta após anos de restrição produtiva, especialmente no arábica, destacou em relatório.
Segundo a atualização mensal divulgada pelo banco, a produção de arábica deve atingir 48,7 milhões de sacas, enquanto o conilon foi estimado em 24,6 milhões de sacas. O Rabobank ressaltou que o avanço da produção tende a trazer maior equilíbrio da oferta brasileira no próximo ciclo.
Apesar da perspectiva mais positiva para a safra, as exportações brasileiras seguem abaixo do registrado no ano passado. Em março, o Brasil embarcou 3,04 milhões de sacas de café, queda de 7,8% na comparação anual, embora com avanço de 15% frente a fevereiro. No acumulado do primeiro trimestre, as exportações somaram 8,5 milhões de sacas, retração de 21% em relação ao mesmo período de 2025.
De acordo com o Rabobank, o desempenho mais fraco reflete a postura cautelosa dos produtores diante dos preços elevados e dos diferenciais altos, que reduzem a competitividade do café brasileiro no mercado internacional.
O banco também chamou atenção para a elevada volatilidade do mercado internacional, influenciada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. Segundo a instituição, o cenário pressiona os preços da energia e encarece fertilizantes e insumos agrícolas, dos quais o Brasil importa cerca de 90%, elevando os custos de produção, colheita e logística.
A deterioração da relação de troca foi outro ponto destacado no relatório. Em abril, passaram a ser necessárias 4,97 sacas de café arábica para a compra de uma tonelada de fertilizante do tipo blend 20-05-20 (NPK), ante 4,66 sacas em março. Em abril de 2025, eram necessárias apenas 2,25 sacas para a mesma aquisição.
No mercado de preços, março foi marcado por forte volatilidade. O café arábica encerrou o mês com valorização de 3%, sustentado pela oferta restrita e pelos baixos estoques globais, enquanto o robusta caiu 9%, em movimento de realização de lucros. Em abril, o arábica acumulou nova alta de 2% e o robusta avançou 3%, mantendo o mercado em patamares historicamente elevados, segundo o Rabobank.
Na área climática, o banco observou redução das chuvas em importantes regiões produtoras durante abril, favorecendo o avanço da colheita. Para os próximos meses, porém, a previsão é de menores volumes de precipitação e agravamento do déficit hídrico no cinturão cafeeiro, além de riscos associados a um possível episódio de El Niño.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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