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11 de maio de 2026
Por Bruna Camargo
São Paulo, 11/05/2026 – A indústria de fundos registrou resgate líquido de R$ 18,1 bilhões em abril, conforme dados divulgados há pouco pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). No acumulado do ano, há entrada líquida de R$ 159 bilhões. O patrimônio líquido (PL) da indústria é de aproximadamente R$ 11 trilhões.
O movimento de abril foi puxado principalmente pela classe de renda fixa, que registrou resgate líquido de R$ 19,3 bilhões. “A cautela do investidor em relação ao crédito privado continuou em abril e isso pode ter se refletido nos fundos. Como a renda fixa vem de um trimestre muito forte, é natural que aconteça algum ajuste no curto prazo. Vamos monitorar para avaliar se esse foi um movimento pontual ou uma tendência”, disse Pedro Rudge, diretor da Anbima, em nota.
Além da renda fixa, outras classes também apresentaram saídas líquidas em abril. Os fundos multimercados tiveram resgate líquido de R$ 5,4 bilhões, enquanto os fundos de previdência encerraram o mês com saída de R$ 3,4 bilhões.
Já os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) lideraram as entradas líquidas em abril, com R$ 4,5 bilhões. Os ETFs somaram R$ 4 bilhões, reforçando o crescente interesse dos investidores por produtos passivos, segundo a Anbima. Também fecharam o mês com saldo positivo os fundos cambiais, com R$ 711,2 milhões, os fundos de investimento em participações (FIPs), com R$ 377,2 milhões, os fundos de investimento nas cadeias agroindustriais (Fiagros), com R$ 210,7 milhões, e os fundos de ações, que registraram R$ 187,3 milhões de captação líquida positiva após três meses de resgates.
Rentabilidade
No caso da classe de ações, fundos do tipo investimento no exterior (que possuem mais de 40% de sua carteira alocada em ativos no exterior) apresentaram rentabilidade positiva de 3,37% no mês; enquanto os fundos multimercados com investimento no exterior tiveram ganhos de 0,85%. Já na renda fixa, o tipo duração baixa grau de investimento, que investe no mínimo 80% da carteira em títulos públicos de curto prazo, rendeu 1,07% no mês.
Contato: bruna.camargo@estadao.com
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