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Pátria/Luis Felipe Cruz: Saída da SmartFit encerra ciclo de 15 anos de enorme sucesso

23 de fevereiro de 2026

Por Cynthia Decloedt

São Paulo, 23/02/2026 – O Pátria vendeu na manhã desta segunda-feira uma fatia restante de 7% de sua participação acionária na SmartFit, onde aportou pela primeira vez em 2010, quando a rede de academias fundada por Edgar Corona possuía 28 unidades somente no Brasil, com 46 mil clientes, faturando em torno de R$ 70 milhões ao ano. Em 2025, a história é outra: a SmartFit está presente em 16 países, com mais de 2 mil academias e 5,2 milhões de frequentadores.

“A SmartFit é caso emblemático para o Pátria e para o mercado, uma história de enorme sucesso e um legado que nos orgulha, por ter construído uma empresa líder no setor de academias, que democratizou a cultura de exercício e bem estar na América Latina”, disse Luis Felipe Cruz, sócio responsável pela área de Private Equity do Patria Investimentos.

Cruz afirmou que o Pátria vendeu sua fatia restante por meio de uma operação em bolsa, também chamada de blocktrade, por meio da qual levantou R$ 890 milhões, envolvendo 42 milhões de ações, ao preço de R$ 21,00 por ação, com ágio em relação aos R$ 20,95 ofertados. A transação de venda das ações em bloco foi estruturada e conduzida pelo Bank of America.

No ano passado, o Pátria fez outras duas operações como essa, de venda de ações em bloco na bolsa, com as quais levantou R$ 3,2 bilhões. Antes de realizar a primeira, em maio de 2025, o Pátria possuía pouco mais de 30% na companhia.

O executivo do Pátria explicou que SmartFit fazia parte da carteira de investimentos do Fundo V, constituído em 2015 e de um outro pequeno fundo. O fundo V ainda tem ativos no setor do agronegócio e de saúde, nos quais foram investidos recursos nos últimos seis anos em empresas hoje com maturidade elevada, de acordo com Cruz. O fundo V tinha US$ 1,8 bilhão captados, segundo ele.

Cruz disse ainda que o Pátria participou das discussões de transição da administração e que entende o movimento como um passo dentro de um processo de sucessão suave e que “faz todo o sentido”. “Os executivos que estão assumindo estão na empresa há muito tempo, têm experiência e profundidade para sentar nas cadeiras destinadas”, observou.

No início de fevereiro, a companhia anunciou a saída de Edgard Corona e André Pezeta dos cargos de CEO e CFO da companhia, respectivamente, substituídos por Diogo Corona (atual COO e filho de Edgard) e José Luis Rizzardo (atual diretor de RI, M&A, FP&A e Tesouraria). Como resultado, Edgard foi eleito presidente do conselho de administração da empresa.

“Nossa saída não tem absolutamente nada a ver com essas mudanças ou capacidade de a companhia entregar resultados”, afirmou Cruz. “A Smartfit atingiu nível de maturidade, que a saída de um acionista que tem 7%, não muda nada na capacidade de a companhia de entregar resultado e proceder com os investimentos”, acrescentou.

Segundo ele, os recursos levantados com a venda da fatia nesta segunda-feira seguirão o fluxo da estratégia de investimento do fundo, para distribuição aos investidores ou pagamento de obrigações.

Contato: cynthia.decloedt@estadao.com

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