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15 de maio de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 15/05/2026 – A integração de dados sanitários, o reforço documental e auditorias nas propriedades habilitadas para exportação podem representar o caminho mais rápido para o Brasil responder às exigências da União Europeia (UE) sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A avaliação foi apresentada pelo CEO da MyTS, plataforma de gestão de rastreabilidade da cadeia produtiva, Valmir Rodrigues.
Segundo Rodrigues, o principal desafio atual é comprovar, de forma auditável e padronizada, o histórico sanitário dos animais exportados ao bloco europeu. “O Brasil precisa comprovar, de forma mais clara e auditável, que os animais destinados à exportação para a UE não foram produzidos com antimicrobianos proibidos pelas regras europeias”, afirmou.
Nesta semana, a UE retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco por considerar insuficientes as garantias relacionadas ao não uso de antimicrobianos proibidos para fins de crescimento ou rendimento animal.
Na avaliação do executivo, o País já tem ferramentas importantes de controle, como Guia de Trânsito Animal (GTA), inspeção oficial, habilitação de frigoríficos e protocolos específicos para mercados premium. O gargalo, porém, estaria na integração e apresentação dessas informações. “Controlar movimentação animal é uma coisa; comprovar o histórico sanitário completo é outra”, disse.
Rodrigues afirmou que muitos produtores e frigoríficos brasileiros já operam em padrões exigidos por mercados internacionais, mas que as evidências nem sempre estão organizadas da forma requerida pela UE. “Muitas vezes a prática existe, mas a evidência não está organizada no formato que o mercado europeu exige”, afirmou.
Para ele, ampliar a identificação individual obrigatória para todo o rebanho nacional não resolveria, sozinho, a demanda europeia. Segundo Rodrigues, animais destinados ao mercado europeu já seguem exigências do Sisbov, o sistema brasileiro de identificação individual bovina. “A identificação individual, sozinha, não comprova o controle sanitário”, disse.
Como alternativa, o CEO da MyTS defende uma resposta baseada em integração de dados e registros, bem como auditorias mais robustas nas propriedades habilitadas. “O investimento deveria priorizar integração de dados, registros sanitários, controles por propriedades habilitadas, auditorias e uso mais inteligente de sistemas que já existem, como a GTA”, afirmou.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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