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20 de março de 2026
Por Danielle Fonseca, especial para a Broadcast
São Paulo, 20/03/2026 – A Copa do Mundo deste ano deve repetir a dispersão no comércio varejista brasileiro que costuma provocar, com os players de artigos esportivos – principalmente o Grupo SBF (Centauro) – varejistas de alimentos e empresas de bebidas se beneficiando. Porém, as varejistas de vestuário (Renner, C&A) e shoppings devem enfrentar possíveis reduções nas vendas, principalmente se o Brasil avançar no torneio e aumentar o número de jogos durante a semana. A avaliação é do BTG Pactual.
Segundo os analistas do BTG, os produtos relacionados ao futebol, especialmente os da Nike e as camisas licenciadas, normalmente geram forte interesse do consumidor durante os ciclos do torneio. A administração da SBF espera vender cerca de 850 mil camisas durante o evento, com estratégias de preços projetadas para preservar margens saudáveis.
Além disso, outro ponto positivo é que geralmente os produtos da Copa do Mundo são vendidos com descontos limitados, o que contribui para o crescimento da receita e a lucratividade.
Historicamente, os analistas afirmam que há evidências de uma aceleração significativa nas vendas de artigos esportivos. No Brasil, em 2014, por exemplo, dados da indústria do IBGE e da Abrasce mostraram que as categorias de artigos esportivos e vestuário cresceram de 18% a 25% em junho e julho na base anual. Em 2022, a SBF teve crescimento de cerca de 30% nas categorias de futebol. Esse aumento se concentra em um período de 6 a 8 semanas, o que implica um aumento temporário, porém altamente lucrativo, da demanda.
Entretanto, dados da Cielo e da Getnet durante a Copa do Mundo de 2018 mostraram que o volume de vendas no varejo caiu entre 10% e 15% nos dias em que o Brasil jogou, em comparação com dias úteis semelhantes.
A previsão, assumindo que o Brasil jogue de 5 a 7 partidas (nesta edição, as seleções nacionais que chegam pelo menos às semifinais jogam 8 partidas) e que cada partida reduza as horas efetivas de venda em cerca de 30% a 40% de um determinado dia, o impacto mensal agregado se traduz em uma redução de 1% a 2% no total das vendas no varejo.
“Em última análise, a Copa do Mundo tem menos a ver com o crescimento agregado do varejo e mais com a redistribuição – recompensando a exposição ao consumo impulsionado pelo futebol e penalizando categorias de consumo discricionário com prazos de validade mais curtos”, disseram os analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, em relatório.
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